domingo, 27 de abril de 2014

Crianças seres encantados


Salve Oni beijada! 

Ibeijada, Yori, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis, são esses vários nomes para essas entidades que se apresentam de maneira infantil.Quando chegam no terreiro transformam o ambiente em pura alegria.

YORI: um dos raros termos sagrados que se manteve sem nenhuma alteração. Esse termo, assim como Yorimá, era de pleno conhecimento da pura Raça Vermelha, só se apagando do mental do Ser humano após a catástrofe da Atlântida. Ele ressurgiu através do Movimento Umbandista, em sua mais alta pureza e expressão. Traduzindo este vocábulo através do alfabeto Adâmico, temos: A Potência Divina Manifestando-se; A Potência dos Puros.

BEIJADA: Nome dado no Brasil, às entidades que se apresentam sob a forma de crianças. São, conforme a crença geral, nos cultos afro-brasileiros e na Umbanda, as falanges dos Orixás gêmeos africanos IBEJIS

IBEJI : (ib: “nascer”; eji: “dois”) Orixás gêmeos africanos que correspondem, no sincretismo afro-brasileiro, aos santos católicos Cosme e Damião. Ibeji na nação Keto, ou Vunji nas nações Angola e Congo.

DOIS DOIS: Nome pela qual são designados os santos católicos Crispim e Crispiniano; os santos Cosme e Damião; o Orixá africano IBEJI e a falange das crianças na Umbanda.

ERÊ: Vem do yorubá iré que significa “brincadeira, divertimento”. Existe uma confusão latente entre o Orixá Ibeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade. Ibeji, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião. Erês, Crianças, Ibejada, Dois-Dois, são Guias ou Entidades de caráter infantil que incorporam na Umbanda.

No decorrer das consultas vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles. Por apresentarem aspecto infantil podem não ser levadas muito a sério, porém o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos. O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos. Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem. Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa. Embora as crianças brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para o seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos. Imaginem uma criança com menos de sete anos possuir a experiência e a vivência de um homem velho e ainda gozar a imunidade própria dos inocentes. A entidade conhecida na umbanda por erê é assim. Faz tipo de criança, pedindo como material de trabalho chupetas, bonecas, bolinhas de gude, doces, balas e as famosas águas de bolinhas -o refrigerante e trata a todos como tio e vô.


Marinheiros

Esta Linha de Trabalho é também chamada de “Povos da Água” e está relacionada a outras Mães das Águas: Oxum, Nanã, Yansã; Mas sua principal Regente é Yemanjá.

Os Marinheiros trabalham ainda sob influência das Forças Naturais que enfrentam no mar, tais como: as calmarias; os raios; os tufões; os ciclones; os bancos de areia; os recifes de corais; os sargaços; as correntes marinhas.

Para lidar com essas energias, os Marinheiros precisam do conhecimento e da licença dos Orixás Regentes.
Portanto, ser um Marinheiro de Umbanda requer “preparo”!...

Nos Terreiros, a chegada dos Marinheiros traz uma alegria contagiante. Abraçam a todos, brincam com um jeito maroto, gingando pra lá e pra cá, PARECENDO embriagados.

Mas NÃO estão embriagados, como se poderia pensar. É o seu magnetismo aquático que os faz ficar “balançando”.
Cada elemento tem o seu magnetismo. E os espíritos que se manifestam naquela Irradiação têm magnetismo idêntico.
O que faz o mar ondular é o magnetismo característico de Mãe Yemanjá, Regente Divina dessas águas e da Linha dos Marinheiros. Logo, os Marinheiros têm esse magnetismo “ondulante”.

Ao incorporar em seu médium, o Marinheiro “bambeia”, ele se movimenta como quem se equilibra no tombadilho de um navio ou de um barco em alto mar. Desta forma, ele libera energias em formas onduladas, é através dos seus “balanços” que lembram os movimentos de uma pessoa embriagada. (Se ficarmos algum tempo no mar, vamos entender melhor isso: ao voltar para terra firme, sentiremos estar “balançando”, “bambeando”, ainda sob o efeito do movimento ondulante do mar.)
Os “balanços” dos Marinheiros liberam ondas de forte magnetismo aquático que desagregam acúmulos negativos de origem externa e interna, equilibram nosso emocional e mental e nos dão condições de gerar coisas positivas em nossas vidas. Vale lembrar que as águas simbolizam as nossas emoções e estão ligadas à origem da vida.
Nas Giras de desenvolvimento o magnetismo dos Marinheiros é um potente equilibrador emocional do médium, colaborando de forma essencial no processo.
A Linha atua preferencialmente na diluição de cargas trevosas e em trabalhos voltados para a cura emocional do consulente, muitas vezes com a ajuda de seres Elementais da Água que são atraídos com tal propósito. O contato com esses seres realiza uma potente limpeza em nosso campo magnético, uma verdadeira “explosão” de energia equilibradora.


Foto da Firmeza de Iemanjá - C. E. Cantinho do Caboclo Tupinambá


Mãe Divina

A onipresença da Mãe Divina

Não há nada maior do que sentir que Ela está com você. Então, medite na presença da Mãe Divina, que cuidará de você em todos os sentidos, seja a sua dificuldade tristeza, dor ou doença.
Ore com inteligência, com a alma explodindo, raramente em voz alta, de preferência mentalmente, sem mostrar a ninguém o que se passa em seu íntimo. Ore inteligentemente, com máxima devoção, como se Deus estivesse escutando tudo que você afirma mentalmente, em seu interior. Continue orando pela noite adentro, na solidão de sua alma. Ore até que Ela lhe responda por meio da voz inteligível da suprema alegria que explode, formigando em cada célula do corpo e em cada pensamento, ou por meio de visões claras que descrevam o que você deve fazer. Aprenda a trabalhar pela Mãe Cósmica como você trabalharia para sua própria mãe.
Perceba que você está aqui para amá-La e promover a causa Dela como você mesmo se ajudaria. Todas as formas de amor humano, em sua perfeição, estão encerradas no amor de Deus.
Não clame à Mãe Divina como o bebê que pára de chorar tão logo a mãe lhe manda um brinquedo, mas chore sem cessar, rasgando o coração da Mãe Divina, tal qual um divino bebê teimoso que rejeita todas as atrações e brinquedos de nome, fama, poder e posses - e então você encontrará a resposta para suas orações.
Uma vez, eu estava em Palm Springs. Sob o céu do deserto, eu cantava hinos devocionais da Índia.
Então, nas pedras, nas palmeiras e em todos os lugares, eu A vi. É verdade que Deus não tem forma, mas pode assumir qualquer forma que o devoto queira, só para agradá-lo. Assim, quando eu estava cantando esta canção: “Mãe, minha alma clama por Ti. Não podes mais Te esconder de mim. Vem do silencioso céu, de minha gruta de silêncio” - Ela apareceu em toda parte.
Você não tem idéia de como é maravilhosa a Mãe Divina. Quão grande Ela é! Quão amorosa! Como Ela é importante para sua felicidade!


Paramhansa Yogananda

quarta-feira, 23 de abril de 2014

VAMOS SAIR DA IGNORÂNCIA EM NOME DOS ORIXÁS - por Alexandre Cumino

De tempos em tempos, aparece algum caso de crime relacionado com Magia Negativa, associado ao mal, chamado vulgarmente de Magia Negra.
De tempos em tempos, vemos associarem alguns destes crimes à Umbanda, ao Candomblé ou aos Cultos Afros em geral.
São crimes bárbaros, macabros mesmo, com mortes de crianças e estupros, motivados pelo que há de pior e mais baixo no ser humano.
Enquanto nós ficamos aqui dizendo que isto não tem nada a ver com Umbanda, Candomblé e Cultos Afros; os criminosos, presos, se identificam com estas nossas amadas religiões e ainda dizem fazer pactos com satã, demônio, quando não colocam os nomes sagrados de nossos guias e orixás no meio de seus crimes hediondos e passionais.
SABEMOS que nossa religião é linda, que não faz pactos, que não existe demônios em nossos cultos.
Há anos, venho batendo na mesma tecla: Umbanda é Religião e só pode fazer única e exclusivamente o bem!
Enquanto isso, pessoas que nem tem ideia do que seja religião continuam abusando de nossos fundamentos e valores de forma negativa e invertida.
O conceito sobre religião está totalmente banalizado e distorcido, qualquer um cria uma nova religião e faz o que quer com ela, esta é a verdade.
Sempre lembro a primeira definição de Umbanda dada por seu fundador, o primeiro umbandista, Zélio de Moraes e sua entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas: Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade!
Enquanto isso, no próprio seio da Umbanda, convivemos com praticantes que não tem a menor idéia de quem foi, ou o fez, o primeiro umbandista.
Pessoas que "dirigem" terreiros, que se denominam sacerdotes (pai de santo, mãe de santo, padrinho, madrinha…) e proíbem seus médiuns de estudar.
O medo e a ignorância são portas abertas para as trevas interiores e exteriores.
É aqui que o EGO, a vaidade e os vícios mais baixos do ser humano se instalam.
E todos os dias vemos anúncios de pessoas oferecendo "serviços" de magias negativas em nome de nossos sagrados valores,
de nossa religião, de nossos guias e orixás. Deitam e rolam com os nomes de exu e pombagira, usam e abusam.
As pessoas continuam procurando um atalho, um caminho mais fácil, para externar seu negativismo acumulado, não querem dor, não querem crescer, não querem assumir seus atos, não querem ser conscientes, querem apenas satisfazer os sentidos viciados
no mundo das ilusões, das paixões que arrastam para atitudes emocionais animalizadas e instintivas.
Ainda se vê na figura do médium um poder de manipular vidas!
Um poder de manipular o destino, um poder que pode ser comprado, negociado.

NÃO EXISTE OUTRA SAÍDA PARA A RELIGIÃO, É PRECISO MUDAR O SENSO COMUM, É PRECISO ALCANÇAR O INCONSCIENTE COLETIVO!
E A UNICA FORMA É COM EXEMPLO E NÃO APENAS COM PALAVRAS.

Um consulente pode apenas frequentar um terreiro, sem ter a mínima ideia do que seja a Umbanda.
Um consulente, um simples frequentador, pode se denominar católico, ateu, à toa e o que quiser…
Este consulente pode, sim, ele pode ser totalmente ignorante…

UM MÉDIUM NÃO PODE SER IGNORANTE!!!
UM MÉDIUM E PRATICANTE DE UMBANDA É FORMADOR DE OPINIÃO, SEMPRE!!!
O MÉDIUM É O TEMPLO DA RELIGIÃO!!! NÃO PODE SER O TEMPLO DA IGNORÂNCIA!!!

Umbanda não é e não pode ser para pessoas ignorantes.
E aqui fica bem claro o sentido e significado da palavra ignorante: aquele que ignora algo.
Não se pode praticar Umbanda de forma ignorante, sem saber o que está sendo praticado.
Quando não estamos bem, e todos passamos por momentos e períodos de negatividade, é o conhecimento, a razão, que nos mantém dentro de limites e parâmetros seguros. O médium ignorante torna-se uma porta aberta para as trevas.
E vamos continuar vendo casos e mais casos em que a ignorância rouba, assalta, o nome da umbanda e de nossas entidades.

COMO VAMOS MUDAR ISSO???
Ignorância se vence com conhecimento e estudo…

As Sete Encruzilhadas - por Vander Augusto Pereira

Exu Trabalhador de minha coroa, obrigado pelo seu ensinamento !

- AGRADECIMENTOS DE EDUARDO

Sou Senhor Exu das Sete Encruzilhadas. Senhor porque quero respeito, mas não por minhas posses, porque eu mesmo não tenho nada. Nem mesmo minha falange me pertence, se aquele acima de mim a quer terei que entregar, com brigas e protestos, mas entrego.

Fui homem há muito tempo, tempo que hoje ninguém lembra mais. Caí! Mas caí por meus erros. Não culpo ninguém, fiz minhas próprias escolhas e ninguém tem nada haver com isso. Erro meu e ponto!

Trabalho nas encruzilhadas, onde todos os caminhos se cruzam... Uns vem e vão, outros se unem o se separam, mas todo caminho se cruza com algum outro em algum tempo...

As pessoas que passam por sua vida são caminhos que apenas se cruzam, travam uma encruzilhada em formato de Cruz realmente, se cruzaram num ponto e seguiram...

Os caminhos que se acompanham cruzam por um Y, onde cada qual segui seu caminho, se juntaram e começaram a caminhar juntos. Esses são complicados, pois muitas vezes o espaço é pouco, a rua estreita...

Caminhos também se separam numa encruzilhada em Y, as pernas que um dia andaram juntas, seguem rumos separados após uma encruzilhada em Y...

Temos encruzilhadas em X, quase em Cruz, mas com uma diferença, são caminhos que vêm de longe, se aproximando até se encontrarem, mas distanciam da mesma forma, se cruzam em algum ponto, onde deveriam se cruzar e nada mais...

Na encruzilhada em T, você tem escolhas a fazer. Seguir seu caminho para qual lado? Direita ou esquerda? Dar meia-volta, pois em frente tem um muro e voltar em seu caminho, refazer seus passos para traz e tentar de novo ou arriscar o desconhecido para algum dos dois lados...

Em todos esses encontros estarei lá, com as chaves da encruzilhada em minhas mãos...

Não sou senhor dos caminhos, mas trabalho nos caminhos que se cruzam, onde se cruzam... Se hoje você está lendo isto é porque minhas poucas palavras deveriam se cruzar com você em uma das Sete Encruzilhadas em que trabalho...

Tenho por fim as duas ultimas encruzilhadas onde trabalho, das quais talvez tu não irá gostar. É onde abro o caminho por quem ou pelo que foi junto aos seus, trabalho na encruzilhada da vida com a morte, do bem com o mal, duas encruzilhadas que revelam a verdade e o caminho ao qual trilhar...

Quando a vida se cruza com a morte e algumas respostas aparecem, o bem e o mal de seu coração, de suas atitudes, se cruzarão pela ultima vez nesta passagem, Eu, Exu das Sete Encruzilhadas estarei lá para lhe receber na encruzilhada que mostrará quem você foi cruzando para o lado de quem você será. Trabalhe pelos seus, busque o caminho correto através das encruzilhadas da vida...

Saravá a todos!!!




Dia de OGUM, no Centro E. Cantinho do Caboclo Tupinambá




Nossa firmeza do Divino Pai Ogum, no dia 23 de abril...
Salve o Orixá Chefe da casa, Ogum Sete Ondas, falangeiro do supremo Orixá Ogum intercruzado com Oxalá e Iemanjá... 


Salve a Ordem, a Fé e a Geração ... Salve nosso Pai Ogum !

Salve os Ogum Matinada, Ogum Iara, Ogum Rompe Mato, Ogum da Cachoeira, Ogum de Lei, Ogum Megê, Ogum Naruê, Ogum Beira Mar, Ogum Sete Ondas, Ogum da Lua, Ogum Marinho, Ogum Xoroquê e todas os intercruzamentos da linhagem Ogum !




Salve Ogum, guerreiro de Oxalá.
Orixá que abençoa seus filhos e os filhos de seus filhos.
Pai destemido, Senhor da espada de fogo que corta todas as demandas e conduza os que ama aos caminhos da prosperidade.
Que em meus caminhos, possa eu, filho seu merecer as vossas Bênçãos: a espada que me encoraja, o escudo que me defende e a bandeira que me protege.
Meu Pai Ogum
Não me deixe cair
Não deixe tombar.

- Ogum Yê

Dia 23 de Abril dia de São Jorge - Ogum

Todos somos um pouco Ogum
Que lutamos bravamente para
Vencermos as batalhas do dia a dia.
Sarava meu Pai Ogum.


O guerreiro da luz deve ser impecável, coerente e discreto, modesto e assertivo, eficiente e austero. Em sua austeridade encontra a calma, em sua humildade alcança o objetivo. Na ausência do ego encontra a energia que necessita para melhorar em seu caminho para a luz. Deixa fluir a energia sem retê-la, obra por amor, encontrando na entrega o caminho da felicidade do outro. É nesse camino onde alcança a harmonia, pois na constância, a renuncia a curto prazo e ao ego, assim como na infinita paciência, encontra seus melhores aliados.
O guerreiro da luz sempre dará o melhor de si mesmo e com o tempo aperfeiçoará desde o impulso criador a essência de suas criações otimizando a energia, sem reter para si mais que o minimo imprescindível para sua missão constante. Ao carecer de tentações materiais, aprende a nutrir-se de sua conexão com o universo, sem que isso lhe cause angústia senão calma e paz.
O guerreiro da luz permanece em alerta contínuo, sem que o ato de manter a guarda implique ansiedade alguma, senão o domínio das paixões e a soberania de seus silêncios, pois estes são valiosos.
Em sua aprendizagem contínua, não é mais sábio quanto menos erra , mas em como retifica seu erro. Não é um verdugo implacável senão um ser infinitamente misericordioso. Não pode odiar, pois aprendeu a fogo lento a técnica de transformar a dor em amor, a ira em perdão e o orgulho em humildade. Esse é seu poder, a alquimia das emoções, a reconciliação com o universo e a capacidade de viajar no tempo para interatuar com o passado e o futuro no presente.
O guerreiro da luz, sabe escutar e conhece as respostas às perguntas antes que estas se formulem, porém nunca utiliza sua sabedoria em benefício próprio senão em atitude de serviço ao outro. Não impõe seu amor pois todo ele é amor, flui igual que o éter e carece de uma imagem de si mesmo, pois se confunde com a energia da criação.
Há entendido que o processo de transcendência é a envolvente de cada pequeno fractal de sua cotidianidade, e assim pode deter o tempo em cada pensamento, em cada olhar, em cada sorriso… Não guarda segredos inconfessáveis pois faz simples ao complexo e nada espera, pois desfruta cada instante como se fosse um Universo. Em cada fractal, avança e retrocede mudando o resíduo de suas emoções e projetando o holograma do plano mais eficiente possível. Vive em coerência e deve ser impecável em seu caminho para a luz.
Assume sua imperfeição e nessa alquimia purifica suas imagens e jamais julga, senão que cria e projeta com a sabedoria de um ancião e a ingenuidade de uma criança.
Texto extraído
Dos guerreiros da Luz
Arauto do futuro

terça-feira, 22 de abril de 2014

Origem da Umbanda - Parte II

O mês de novembro é festivo para a Umbanda, em especial o dia 15. Foi neste dia, há 105 anos, que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, primeiro Guia de Umbanda se manifestou através de seu fundador, Zélio Fernandino de Moraes. Abaixo, publicamos a última parte de uma série histórica que trata deste momento e seus desdobramentos.

***

O Caboclo das Sete Encruzilhadas, então, estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20h às 22h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento religioso que se iniciava: UMBANDA – Manifestação do Espírito para a caridade.
A casa de trabalhos espirituais que ora se fundava recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto. Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou à parte prática dos trabalhos, curando enfermos. Antes do término da sessão, manifestou-se um Preto Velho, Pai Antônio, que vinha completar as curas. No dia seguinte, verdadeira romaria formou-se na Rua Floriano Peixoto. Enfermos, cegos, entre outros vinham em busca de cura e ali a encontravam, em nome de Jesus.
Médiuns, cuja manifestação mediúnica fora considerada loucura, deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais. A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou a trabalhar incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Além de Pai Antônio, tinha como auxiliar o Caboclo Orixá Malé, entidade com grande experiência no desmanche de trabalhos de baixa magia. Em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do Astral Superior para fundar sete tendas para a propagação da Umbanda.
As agremiações ganharam os seguintes nomes: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia; Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição; Tenda Espírita Santa Bárbara; Tenda Espírita São Pedro; Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge; e Tenda Espírita São Jerônimo.

Embora não seguindo a carreira militar para a qual se preparava, pois sua missão mediúnica não o permitiu, Zélio Fernandino de Moraes nunca fez da religião sua profissão. Trabalhava para o sustento de sua família e diversas vezes contribuiu financeiramente para manter os Templos que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou.
A respeito do uso do termo espírita e de nomes de santos católicos nas Tendas fundadas, o mesmo teve como causa o fato de naquela época não se poder registrar o nome Umbanda, e quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da Umbanda. O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples, com cânticos baixos e harmoniosos, vestimenta branca, proibição de sacrifícios de animais. Dispensou os atabaques e as palmas. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não seriam aceitos. As guias usadas são apenas as que determinam a entidade que se manifesta. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituiriam os principais elementos de preparação do médium.
Após 55 anos de atividades à frente da Tenda Nossa Senhora da Piedade (1º templo de Umbanda), Zélio entregou a direção dos trabalhos as suas filhas Zélia e Zilméa, continuando, ao lado de sua esposa Isabel, médium do Caboclo Roxo, a trabalhar na Cabana de Pai Antônio, em Boca do Mato, distrito de Cachoeiras de Macacu (RJ), dedicando a maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e de todos os que o procuravam.
Em 1971, a senhora Lilia Ribeiro, diretora da Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade – TULEF, no Rio de Janeiro, gravou uma mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas e que bem espelha a humildade e o alto grau de evolução desta entidade de muita luz. Ei-la:
A Umbanda tem progredido e vai progredir. É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do Templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa. Umbanda é humildade, amor e caridade – esta a nossa bandeira.

Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxóssi, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxóssi, meu pai, e não vim por acaso: trouxe uma ordem, uma missão. Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda. Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que saíram desta Casa. Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade.
Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou a Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos. Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste Templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria. Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Zélio Fernandino de Moraes dedicou 66 anos de sua vida à Umbanda, tendo retornado ao plano espiritual em 03 de outubro de 1975, com a certeza de missão cumprida. Seu trabalho e as diretrizes traçadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas continuam em ação através de suas filhas Zélia e Zilméa de Moraes, que têm em seus corações um grande amor pela Umbanda, árvore frondosa que está sempre a dar frutos a quem souber e merecer colhê-los.

Origem da Umbanda - Parte I

O mês de novembro é festivo para a Umbanda, em especial o dia 15. Foi neste dia, há 105 anos, que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, primeiro Guia de Umbanda se manifestou através de seu fundador, Zélio Fernandino de Moraes. Abaixo, publicamos uma série histórica que trata deste momento e seus desdobramentos.
(Na foto, Zélio de Moraes ao centro da mesa, em meados do séc
ulo passado)

Zélio Fernandino de Moraes: fundador e mestre
Em novembro de 1908, uma família tradicional de Neves, Niterói (RJ) foi surpreendida por uma ocorrência que tomou aspectos sobrenaturais: o jovem Zélio Fernandino de Moraes, com uma estranha paralisia que os médicos não conseguiam curar, certo dia ergueu-se do leito e declarou: “Amanhã estarei curado!”. No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar como se nada tivesse acontecido. Tinha então 17 anos de idade e preparava-se para ingressar na carreira militar na Marinha. A medicina tradicional não soube explicar o que acontecera. Intrigado, um amigo da família sugeriu uma visita à Federação Espírita de Niterói.
No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa. Tomado por uma força estranha e superior à sua vontade, o jovem levantou-se, dizendo: “Aqui está faltando uma flor!”. Em seguida, saiu da sala indo ao jardim, voltando logo após com uma flor, que depositou no centro da mesa.
Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos, escravos e índios. Foram convidados a se retirarem, advertidos de seu “estado de atraso espiritual”. Novamente uma força estranha dominou o jovem Zélio e ele falou, sem saber o que dizia. Ouvia apenas a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dos trabalhos a não aceitarem a comunicação daqueles espíritos e do por quê em serem considerados atrasados apenas por encarnações passadas que revelavam.
Seguiu-se um diálogo acalorado e os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura. Um médium vidente perguntou: “Por que o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome irmão?
E o espírito desconhecido falou: “Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho [de Zélio, o médium], para dar início a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim não haverá caminhos fechados.
O vidente retrucou: “Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto?”, perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse: “Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei”.
No dia seguinte, na casa da família Moraes, na Rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar à hora marcada, 20h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos. Às 20h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, assim como os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social. A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.

Fases Mediúnicas

Ao longo da minha caminhada sacerdotal, venho reparando através de cursos e até mesmo dentro de vários terreiros, que visito ou que já estive a mesma sequencia de “fases” da vida mediúnica dos médiuns, parei para pensar e colocarei desta forma pra vocês:
Deixando claro que isso serve pra mim serve pra você serve pra todos, todos nos as vezes nos sentimos nas encruzilhadas nas escolhas, se sentirmos que em alguma faze podemos fazer mais que assim seja, se erramos em algum ponto que busquemos ajustar no futuro, lembrando que esse texto não foi focado em ninguém e muito menos indireta, é apenas algo que senti ser útil.

Fase 1 : FASE DA BUSCA DA ESPIRITUALIDADE.
Esta é a fase, que por muitas vezes nos encontramos ou pelo amor ou pela dor como muitos dizem, e com aquela vontade de entender a vida espiritual, nesta fase é aquela que começamos a frequentar um lugar como assistência, e a se encantar com o passe com o som do atabaque, com a semana mais leve que passamos depois de frequentar algumas giras do terreiro, e percebemos o quanto é gostoso essa energia, tanto que começamos a se questionar como seria esta energia, e quais seriam os aprendizados necessários para poder fazer parte daquele terreiro.

Fase 2 : FASE DA BUSCA DO CONHECIMENTO.
Esta fase é aquela que o médium ou foi convidado por uma entidade da casa ou tomou a famosa coragem e falou com o sacerdote da sua vontade de fazer parte da corrente mediúnica, em alguns terreiros ouvirá, minha filha aqui só entra pra casa quem vem pelo desenvolvimento mediúnico, e é neste momento que alguns já deixam de lado toda a vontade que tinham ou por não ter tempo para estudar ou por falta de dinheiro ou por falta de vontade mesmo em alguns casos.
Acontece isso acima ou apenas ele é aceito pelo sacerdote e simplesmente na próxima gira esta ele já lá de branco na corrente mediúnica, sem ao menos saber o que esta fazendo lá, bate cabeça apenas porque muitos bateram e se senti na obrigação de imita-los, sem ao menos saber o que esta fazendo, e começa surgir um monte de duvidas e a necessidade de explicação de tudo, que muitas vezes são buscadas ou em cursos em outros terreiros, ou em livros ou simplesmente com o sacerdote.

Fase 3: FASE DO DESCOBRIMENTO.
Esta é a faze que o médium começa descobrir os famosos “porquês”, é nesta fase que o médium pergunta tudo e mais um pouco, esta na mais pura sede de sabedoria e conhecimento, quer saber do porque os espíritos incorporarem, como fazer firmezas, porque da existência da tronqueira, o que significa o altar, porque deve bater cabeça, como funciona a estrutura de uma casa, suas regras e assim por diante, tudo que o sacerdote diz ele anota prontamente, se tiver qualquer tipo de trabalho sendo o trabalho de limpeza do terreiro e ate mesmo trabalho em campos de força ele chega até antes do horário marcado só pra não perder a oportunidade de vivenciar algo novo.

Fase 4: FASE DA CASA DE UMBANDA.
Nesta fase é aquela que o médium já tem um certo conhecimento e esta começando a desenvolver a mediunidade de incorporação, as intuições ficam a mil por hora e ele entra na casa de Umbanda como se fosse o homem ou a mulher mais rica do mundo, compra tudo e mais um pouco, compra todas as cores de pembas, compra todas as imagens sincretizadas dos Orixás sem nem ter visto se conseguirá um lugar para guarda-las ou se a mãe que é de outra religião irá deixar as imagens lá permanecer, ele simplesmente por impulso e amor, compra todas e de todos os tamanhos, isso quando ela já não recebeu por intuição o nome de algum guia, quando isso acontece ele já compra todas as guias que acha ser pertinente a entidade, todas as guias de todos os orixás, tudo que é diferente ele compra porque quando a entidade pedir ele já tem ali, prontinha pra ele, mau sabe ele que a guia que ele achou mais linda de olho de boi estraga com o tempo e quando chega o dia de usar ele vai pegar exatamente aquela guia de olho de boi mas já esta toda comida por bichinhos e terá que gastar comprando uma nova.
Nesta fase o médium esta com todo amor e vontade latendo dentro dele, não vê a hora de chagar o dia do trabalho só pra pedir benção a entidade que ele cambonará no trabalho, além de ficar totalmente focado em tudo que acontece na gira, se qualquer guia pede algo e o cambone estiver dormindo ele já vai até o armário e providencia o item entregando ao cambone do outro guia a sua pro atividade esta no mais alto grau.

Fase 5: SOU EU OU É ELE.
É a fase que ele começa a trabalhar a incorporação e esta começando a entender o processo, ele começa a desconfiar de todos e fica até com medo de conversar com as entidades, pois se ele ouve tudo que acontece os outros também estão ouvindo tudo da vida dele, o questionamento se é ele ou a entidade querendo se mexer ao som do atabaque, pulsa no seu intimo trazendo um monte de duvidas, a necessidade de saber o nome do guia se torna ainda mais importante e de saber se seu guia conseguirá riscar o ponto “correto” e por ai vai, nesta fase o médium ou larga por se fechar e se achar incapaz de incorporar, ou começa a se libertar das próprias amarras e entender que o desenvolvimento é a hora separada para seu entendimento e evolução com o seu lado espiritual, que os guias estarão ali presentes imanando energias e trabalhando juntamente em dualidade em um só corpo.
Aos poucos essas perguntas vão sendo respondidas em seu interior e as coisas começam a fluir de maneira prazerosa.

Fase 6: NOVA DESCOBERTA
Ele descobre o nome de todos os guias, os sonhos começam a ficar a mil, ele volta na casa de Umbanda e compra mais guias e todas as imagens possíveis do guia que se apresentou, ele fica olhando horas pra ver se a imagem se parece com a posição ou a forma que ele vê sua entidade.
A cada aula ou trabalho na casa, um novo ponto, uma nova frase e um aprendizado novo com seu próprio guia, nesta fase o médium chega ao ponto de ficar um verdadeiro obcecado pela religião se falou que tem terreiro ou vai ter trabalho é com ele mesmo, chega na casa dele esta tudo sempre bem cuidado, tudo sempre bem firmadinho e a sua fé se demonstra inabalada, o sacerdote é ainda o espelho e todas as duvidas ele busca ouvir com o máximo de atenção tudo que ele diz.

Fase 7: FAZE DAS SEPARAÇÕES DOS RIOS
Esta é a faze mais perigosa, onde ou o médium entendi seu lugar na casa e seu lugar perante o todo e continua a sua caminhada na simplicidade dentro do terreiro e cuidando de todo o seu lado espiritual, ou ele começa a achar que ele e os guias são os melhores, até mesmo melhor que os dos sacerdote e dos irmãos, ele se senti tão grande e tão forte que chega no terreiro e não quer mais fazer os trabalhos “braçais”, simplesmente ele vai deixar seu guia trabalhar e vai embora, começa virar uma rotina, as lições dadas começam a servir apenas para a assistência e não mais pra ele, tudo que é pedido pra ser feito ele questiona e pede outras maneira mais fáceis de serem feitas a seus guias.

Fase 8: LADO DO CANSAÇO OU LADO DA ESTABILIDADE.
Esta fase o médium já se senti estável e feliz, já tendo uma afinidade fantástica com seus guias, aprende a rezar e a utilizar mais seus conhecimentos ganhos do que simplesmente incorporar para tudo, ele consegue sentir seu guia próximo e entender através da intuição suas vontades, dentro do terreiro ele esta tranquilo, chega faz sua parte e vive e faz um ambiente saudável e agradável de estar e viver.
Já o médium que esta caindo, ele se senti cansado pra tudo, a vontade de estar no terreiro não existe já virou uma verdadeira chatice, ele já busca de onde tirar forças para aguentar ir nos trabalhos, todas as coisas começam a se tornar mais importante que o dia de terreiro, ele já não faz mais os preceitos, já não firma mais suas velas, suas firmezas começam a ficar todas jogadas, e começa a achar que nada mais precisa aprender, que tudo que ele necessita os guias do próprio tem o dever de saber.

Fase 9: PROGRESSO NA VIDA MATERIAL OU GUERRA DO EGO.
Esta fase o médium, começa a reparar que todas as lições que ele aprendeu com os guias dos irmãos do sacerdote e com os seus próprios fizeram uma tremenda mudança em sua postura, na sua maneira de agir com as pessoas, na forma de ver a vida e de lidar com as dificuldades, o médium começa a ficar com uma vida regrada cuidando mais da saúde e dando valor pela vida que deus lhe deu, aprende a dar valor a família e amar as diferenças.
Do outro lado, o médium acha que tudo que os irmãos fazem é errado, se acha tão quanto importante que o sacerdote dentro do templo, pensa que se ele sair do terreiro a casa fecha, ele começa a pensar em abrir sua própria casa para parar de ouvir ordens ou ter que continuar estudando.

Fase 10: ALEGRIA DENTRO DO TERREIRO OU NOVAS DESCOBERTAS.
O médium se senti completamente útil adora a vibração da casa e os irmãos que lá frequentam, começa a servir de exemplo e ajuda os irmãos mais novos do templo, descobre a lei da ação e reação e tudo que esta plantando de bom com aqueles médium começa a voltar pra ele de forma positiva, através de um obrigado ou de um sorriso sincero, ele continua firme e forte, balança mais não cai, senti mais não perde as esperanças nos Orixás e nos guias espirituais, se senti completo, feliz e senti a UMBANDA PARTE INTEGRAL DO SEU SER, o ponto equilibrador e sustentador do seu dia a dia.
Do outro lado o irmão sai do terreiro brigado, todo mundo olhando torto pra ele, ele sai do terreiro e abre seu próprio templo e começa a perceber que nem tudo é tão simples, a conta de aluguel, agua e luz, começam a chegar as velas que ele imaginava ser barata, já se torna algo um pouco mais caro, ele dentro do seu intimo busca compreender seus erros através das palavras dos guias, e começa a ver o quanto é difícil estar também na frente do terreiro, ele não se deixa bater porque acredita em Deus nos Orixás e no Guias espirituais, e de toda lição que aprende durante toda essa sua jornada, aos novos membros da casa ele passa uma educação mediúnica visando não cometer os erros do passado e apenas fazendo tudo que deu certo, buscando ainda ser melhor que seu sacerdote, tirando tudo que ele achava que era bom e tentando modificar tudo que não achava legal, ou ele simplesmente continua se achando o todo poderoso, e quando as contas começam a chegar, ele tem que começar a trabalhar cobrando pois se acha muito bom para fazer de graça, e quando vai ver esta no mais profundo poço da espiritualidade, com amigos espirituais de baixo padrão vibratório, até que um dia ele busque acordar e mudar seu foco, ou simplesmente aguarda a justiça divina agir de forma mais avassaladora.
Fernando Ribeiro

Calendario do Centro E. Cantinho do Caboclo Tupinambá

11 de Janeiro, Consagração do Povo Cigano (Festa) 
18 de Janeiro, Festa de Oxossi, homenagem aos Caboclos;
08 de Fevereiro, Festa de Iemanjá, homenagem aos Marinheiros;
27  de Fevereiro, Fechamento dos atendimentos, MOTIVO: Carnaval; 14 de Março, Volta dos atendimentos, Pós Carnaval;
22 de Março, Gira Fechada de Desenvolvimento; (Gira na Encruzilhada)
19 de Abril, Festa de Ogum;
10 de Maio, Festa dos Pretos Velhos;
24 de Maio, Dia de Egunitá, Festa do Povo Cigano;
30 de Maio, Dia de Obá;
13 de Junho, Festa da Pomba Gira do Cabaré; às 18:00 hrs
12 de Julho, Festa de Xangô;
26 de Julho, Festa de Nanã;
09 de Agosto, Festa de Obaluaiê;
11 de Agosto, Dia de Oyá-Tempo;
23 de Agosto, Dia de Oxumarê, Festa dos Boiadeiros;
06 de Setembro, Estudos (sobre a Esquerda do médium);
27 de Setembro, Festa de São Cosme e São Damião;
11 de Outubro, Festa de Oxum (Culto ao Exu do Ouro);
25 de Outubro, Estudo (sobre a Direita do médium)
02 de Novembro, Dia de Omulu;
15 de Novembro, Festa do Aniversario da Umbanda;
06 de Novembro, Festa de Iansã;
13 de Dezembro encerramentos dos trabalhos de 2014.

Organizador: Eduardo Dirigente: Simone 

Perguntas?

Aos visitantes, vocês tem duvidas sobre a Umbanda?
Quais são ?
Podem perguntar ?
Deixem suas perguntas !

Temas que devemos abordar, quais suas curiosidades ?

Pensamento

"A educação espiritual é o mais estimável de todos os bens que existem ou poderão existir, tanto para os homens como para os deuses."
 - Sócrates (filósofo grego)

Anjo da Guarda

Você já ouviu falar em Anjo da Guarda. Provavelmente sim, pois Anjo da Guarda é quase um dito popular.
Quem nunca se deparou com o comentário sobre a proteção de um Anjo da Guarda forte, quando em um terrível acidente automobilístico, por exemplo, todos saem ilesos como se um milagre houvesse acontecido.
Não importa a crença da pessoa, Anjo da Guarda é um protetor que parece nos acompanhar por toda a vida desde o nosso nascimento.
Mas como lidamos com este mistério da vida? O que podemos fazer para que o nosso Anjo da Guarda esteja sempre próximo e nos protegendo?
Se a maioria das pessoas acredita no poder de proteção do Anjo da Guarda, quais cuidados que podemos tomar para que este mistério esteja presente e atuante em nossa vida?
Você reza para seu Anjo da Guarda, pede-lhe proteção no seu caminhar, na sua vida, no dia a dia?
Mas se cada um tem um Anjo da Guarda protetor porque muitas vezes temos a sensação de que alguns são mais protegidos do que outros? Neste caso, tem haver com o seu merecimento e principalmente em como você cuida do seu Anjo da Guarda.
Portanto, para que tenhamos nosso Anjo da Guarda próximo e alerta sobre nós é preciso iluminá-lo, para que este permaneça o mais próximo de nós possível. E iluminá-lo é muito simples e não exigirá quantias exorbitantes de tempo e dinheiro, basta uma vela de sete dias branca acesa e o pedido para que seu anjo da guarda o proteja.
Aos umbandistas, em especial, esta é uma das primeiras orientações que se recebe do pai-de-santo, sacerdote ou dirigente.

Autor: Marcos Babosa

Elemento Vela


Significado das Velas

A vela significa luz, atua no éter de quem recebe suas irradiações ígneas e é um simples, mas poderoso instrumento. Tal como o incenso, uma vela acesa altera o estado energético de um ambiente ou de uma pessoa.
Quando está acesa, durante o dia ou noite, além de enviar nossas intenções como luz que toca outra luz em vários níveis, ela se torna uma energia contínua de nossas orações, ela se torna a vigília de nossos pensamentos, pois sempre que passarmos por ela seu brilho chamará nossa consciência de volta para o propósito de nossa solicitação ou pensamento e a sua luz atuará como um laser para concentrar a energia de nossas intenções.
Portanto ela ativa nossa fé nos mantendo em sintonia com o Plano Astral Superior e é fato que uma vela acesa positivamente atrai os bons espíritos para perto.
Na realização de uma oferenda as velas acesas ativam e potencializam nossas intenções.
É importante saber também que uma simples vela consiste na união dos quatro elementos:

Elemento Terra: de energia telúrica, é representado pela parafina que vem do petróleo, das profundezas do planeta;

Elemento Ar: de energia eólica, é representado pela fumaça que a vela exala, ainda que tênue;

Elemento Fogo: de energia ígnea, é representado pela chama da vela;

Elemento Água: de energia mineral, é representado pela combustão dos materiais da vela onde se desprendem moléculas de hidrogênio que se combinam com o oxigênio e formam a molécula de água no estado gasoso.
- Por Monica Caraccio

Umbanda quem é você ?


Prestem atenção !

Ciganos na Umbanda

Dentro da Umbanda o Povo Cigano vem regido pela a linha do Oriente onde o Orixá Xangô toma conta, esses espíritos Ciganos que descem nos terreiros aceitaram a missão espiritual de vir praticar a caridade trazendo seus conhecimentos sobre a manipulação dos elementos da natureza.
Os Ciganos antigamente não tinham uma linha especifica, um dia de trabalho só deles nas casas de Umbanda, pois os velhos sacerdotes tinham medo, pois conheciam as lendas que os ciganos eram ladrões, faziam barganhas, eles diziam que o povo cigano gostava de joias e ouro. Mais isso tudo não passa de lendas mal interpretadas pelas pessoas da época.
Um exemplo disso é que os antigos dizia que os Ciganos roubavam crianças, isso é uma lenda sem fundamento, pois essa culpa caiu nas costas dos Ciganos por que na época as mulheres não podiam ter filhos fora do casamento; As mulheres quando os tinham levavam as crianças e deixavam nos bosques longe das cidades. E é nesses bosques onde os ciganos montavam suas tendas para o repouso e quando viam uma criança chorando e sofrendo eles os levavam com eles e os criavam.
Voltando para o assunto os antigos Pais e Mães de santo tinham medo de deixar os Ciganos baixarem em seus terreiros por saberem dessas lendas. Hoje em dia os Ciganos veem trabalhar na hora que são chamados. Muitos confundiram os ciganos da esquerda e os ciganos da direita, pois antigamente os ciganos da esquerda sempre tiveram um acesso mais livre nos terreiros por trazerem seus trajes parecidos com os das Pombas Giras e dos Exus. Com o passar do tempo a Linha do Povo Cigano tomou forma e foram descendo e pedindo festas, rituais, adereços, e muito mais, formando as giras especifica dos Ciganos da Direita.
Onde os Exus Ciganos e as Pomba Giras Ciganas são muitos bem vindos e trabalham fazendo a guarda dos terreiros para que a gira decorra bem. As diferenças entre as Pombas Giras Ciganas e as Ciganas da Direita é que as Pomba Giras Ciganas são espíritos ciganos que trabalham na guarda dos terreiros e trabalham com energia mais densa fazendo descarrego e são trabalhadoras da LEI MAIOR nas trevas a favor da luz. Enquanto as Ciganas da Direita trabalham-nos outros setores, amor, prosperidade, evolução, e outros; Elas trabalham na luz em prol da evolução espiritual dos seres.
Quando os espíritos Ciganos aceitaram a vir trabalhar na Umbanda eles tiveram que entrar nas regras superiores da Umbanda, isso é foi montado clãs espirituais chefiados pelas as irradiações dos Pais Orixás e os ciganos vieram trabalham com a regência do Orixá do seu Clã. Se você vê um cigano dizendo que é livre e faz o que bem entendi é mentira, pois para ele estar se manifestando dentro de um terreiro de Umbanda é por que ele trabalha na regência de um Orixá.
As festas ciganas nas casas de Umbanda são coloridas, com muita fartura, regadas de frutas e doces feitos de frutas, podendo ter almoços ou jantares com carnes, arroz, saladas e etc.
Os Ciganos incorporados em seus médiuns são alegres, sabem fazer o consulente ficar mais leve e trabalha sempre fazendo o seu consulente se conscientizar o que é o melhor para eles. As Ciganas geralmente trabalham com fitas coloridas, leques, pandeiros, lenços, com a própria saia as Ciganas fazem trabalhos magníficos de limpeza. Já os Ciganos trabalham com seus punhais, cajados, pêndulos, moedas, incensos, fitas, pedra, bebidas e muito mais.
Portanto hoje em dia é muito difícil você achar uma casa que não toque para o POVO CIGANO, pois eles são os únicos guias dentro da Umbanda que quando tratados da forma correta trazem a prosperidade e a fartura para a vida daqueles que os seguem.
- Por Eduardo Pinheiro

Traindo a Si mesmo

Constantemente estamos traindo a nós mesmos...
Estudamos assuntos espirituais, mas acabamos nos aprofundando em assuntos superficiais. 
Esperamos a vida inteira por uma chance de experimentar o amor ao lado de alguém legal e, na primeira oportunidade, acabamos trocando o oceano de tranquilidade de um relacionamento pelo furacão de uma paixão passageira.
Queremos sair do corpo com lucidez e somos incapazes de permanecer dentro dele com consciência.
Traição, na minha opinião, significa mais que trair a confiança de outra pessoa.
Significa, com todo peso de suas consequências, que estamos dando um passo para trás, quando temos tudo para ir para frente.
Estamos traindo a confiança que temos em nós mesmos, seguindo cegamente por caminhos que vimos ser previamente uma furada.
Muita gente, incluindo eu mesmo, espero ansioso por uma ajuda dos céus, ou o perdão de alguém, mas não estou disposto a pagar o preço por isso que é limpar as encrencas interiores e tornar-se uma pessoa melhor...
Precisamos ser amparadores de nós mesmos  e ajudarmos a projetar mais que os nossos corpos astrais, mas, projetar, principalmente, os nossos corações em nossas ações.
Precisamos ser juízes de nós mesmos e julgar os nossos atos, antes que recebamos o veredito de otário, por termos deixado alguém especial ir embora.
Precisamos ser Deuses de nós mesmos e criarmos um universo baseado em amor e compaixão, antes que acabemos criando um mundo em que não tenhamos a menor vontade de fazer parte.
E tudo isso começa com uma pequena visita ao espelho de nossa consciência!

Pensemos nisto!

- Lar Esperança 

Segurança Mediúnica

Espírito Miramez 
Ditado ao médium João Nunes Maia

O médium que já se candidatou a discípulo de Jesus não fere o companheiro. Procura esclarecer, se não pela palavra, pelo exemplo. Perdoa sem condições, sem anunciar o perdão e abençoa pelo que faz, sem desejar recompensa. O transe mediúnico é ato muito sério, que nos compete analisar. A nossa mente se abre em flor em busca do que desejamos fazer, auxiliando. E o que vem de fora, encontrando sintonia no que está dentro, acasala-se na conjunção da própria natureza, formando algo que nos ajuda ou nos perturba. O médium deve ser reto, nas suas qualidades de pensar, de saber e de sentir.

Exu faz o bem e Exu faz o mal

Até quando vamos aceitar que estas perguntas se tornem afirmações: Exu faz o bem e faz o mal! 
Depende o que você pede para ele!
E dizer que não temos nada a ver com isso!!! 
Até uma criança sabe o que quer dizer cumplicidade, ser cúmplice no erro é crime e é burrice, ser cúmplice no erro é assumir o carma alheio, ser cúmplice no erro é errar duas vezes... 
Exu na Umbanda não é cúmplice do erro alheio, Médium caído nas trevas da sua própria ignorância é que passa a ser cúmplice do erro alheio e atrai para si entidades negativas que vão envolve-lo em suas tramas de dor, ódio e vingança com encarnados escravos dos próprios sentidos desvirtuados... 

Exu na Umbanda é LEI, é LUZ, é VIDA...

ACEITAR A IDEIA DE QUE EXU É CÚMPLICE,
Aceitar a ideia de que Exu faz o Bem e faz o Mal...
É aceitar que ele seja mesmo o "demônio", "tinhoso", "coisa ruim", "trevoso"... tudo menos Exu de Lei e na Umbanda Exu sempre vem na Lei, quando tem já a liberdade de dar consulta e orientar.
Exu enquanto guia espiritual está sempre na Lei, Exu enquanto guia quer evoluir e quer também a minha evolução, Exu enquanto guia é orientador e tem uma consciência maior que a minha. Exu é Luz em minha vida, E não é apenas Exu, Pomba gira também é Lei, Luz e Vida... 
Já ouvi falar que falo muito de Exu e Pomba gira, Só não vê quem não quer, Exu e Pomba gira são ponto forte e fraco na Umbanda, forte se conheço e fraco se desconheço...
Assim como nós, Exu e Pomba gira são espelhos de nós mesmos, se eu conheço minha sombra, se eu conheço minhas trevas, se eu conheço meu ego, se eu conheço meus vícios, se eu conheço minhas paixões e me proponho a trabalhar sentimentos, pensamentos, palavras e atos então este conhecimento me torna forte. Se eu desconheço ou se coloco para debaixo do tapete minhas dores, medos e traumas então passo a me reprimir, me torno hipócrita, e repreendo no outro o que eu gostaria de vivenciar...
Exu e Pomba gira nos ajudam a lidar com estas questões, ajudam a lidar com nosso ego, com nossas dores, com nossas paixões, para vencer nossos desejos desequilibrados e curar nossos sentimentos.
Pena que tantos olham para Exu e Pomba gira e só conseguem ver justamente o contrário, querem usar de sua força e poder para vivenciar ainda mais seus desequilíbrios... um dia acordarão... o que é inevitável...
- Alexandre Cumino

Mistério de Ogum

Quando Olorum mandou Oxalá para o Orum para dar vida as coisas, Oxalá deu cada elemento da natureza a uma Divindade ligada direto ao Pai Olorum. Deu a Ogum, os caminhos e ensinou a Ogum a manipular a energia dos caminhos e disse a ele que todos que precisarem dele ele daria caminhos na vida dessa pessoa.
Uma historia da criação do mundo, mais na Umbanda faz um pouco de sentido pois Ogum é o senhor do Caminho ele é a energia da Ordenação.
Nosso Pai Ogum está presente no nosso dia a dia, ele rege nossa vida 24 horas; Não existe apenas um Ogum e sim vários Oguns trabalhadores que seguem as Ordens do Orixá Chefe Ogum. O lado espiritual é que nem uma empresa, com o patrão, os chefes, os gerentes e os funcionários.
Os Oguns que se manifestam nos terreiros de Umbanda são os funcionários da grande empresa OGUM, eles vem trabalhando de forma pessoal mais nunca fugindo das ordens do Orixá Celestial Ogum; Esse Ogum celestial nunca poderá ter contato com os seres humanos, pois ele é uma esfera de Luz tão grande que se estivéssemos presentes perante a ele iríamos ser exterminados de tanta energia que ele emana. Portanto quero que entendam que os Orixás Ogum que baixam no terreiro são soldados do grande Orixá Ogum.
- Por Eduardo Pinheiro


Manifestação do Orixá Ogum em nossas vidas dita por Boiadeiro das Sete Porteiras

– A energia de Ogum é o sentido de andar, de caminhar, de progredir, de ir em frente. Ele está junto de você no momento que você sai de casa para o trabalho, quando você vai para sua consulta no médico, quando você vai para o terreiro, quando você estiver indo passear e etc; Em todos esses momentos a energia do seu Ogum pessoal esta presente em sua vida, te protegendo das energias mais densas e não te deixa ser desvirtuado do seu propósito do seu caminhar.

Crianças e Adolescentes sejam bem vindos à Umbanda

É muito importante entendermos que as religiões precisam construir seu futuro e para isso, devem preparar os seus integrantes desde a infância para que ao chegarem à idade adulta possam dar continuidade aos preceitos e rituais com conhecimento e segurança.
É fundamental que essa informação contenha noções básicas sobre moral, ética, cidadania, orientações para a vida, orientações da religião Umbanda em relação a sua história, tradição, rituais e fundamentos. Pois, é através dessa formação que são construídos os laços religiosos no coração e no espírito de seus adeptos que no futuro serão seus mantenedores.
A Umbanda é uma religião mediúnica! Mas, não devemos esquecer que existem mais de 100 modalidades de mediunidade, e dentre elas, a de incorporação que é a mais visível nos Terreiros, porém não é a única forma de expressão de nossa religião. Todos os integrantes de um Templo de Umbanda, desde a assistência até aos que trabalham na Gira, são Filhos de Fé. Cada um se equilibrando e harmonizando de acordo com sua missão mediúnica.
A Umbanda deve e tem que preocupar-se com o seu futuro. Não só pela sua missão de caridade e orientação ao próximo como também no sentido para que se formem pessoas melhores e esclarecidas que construirão o mundo do futuro de forma mais consciente e fraterna, consequentemente estará plantando a sua continuidade no nosso Planeta Azul. Esta atenção é um dos itens que fazem parte da responsabilidade da nossa Umbanda, isto é, irradiar a base dos ensinamentos do Mestre Jesus, nosso Médium Supremo, às novas gerações.
Devemos criar um determinado espaço e horário, seja semanal, quinzenal ou mensal para palestras, bate papos e aulas que informem sobre a vida, a religião Umbanda, suas mensagens, moral, mediunidade, ética, como vivenciar a espiritualidade no dia a dia, assim formando o Homem cidadão e o Umbandista do amanhã.
É muito importante também que os instrutores que vão desempenhar tal tarefa se reciclem com informações, conhecimentos e amor. Se alegrem para receber esses espíritos jovens cheios de energia, disposição e curiosidade. É indispensável que os instrutores tenham disposição e humildade para ouvi-los e esclarecê-los, que falem a sua linguagem, os respeitem, compreendam e os enterneçam.
A Umbanda precisa criar em suas crianças e adolescentes o orgulho sadio e a alegria de pertencer a uma religião Fraterna e de terem o conhecimento suficiente para poder falar e explicar sobre a Umbanda quando estiverem e forem perguntados por seus familiares, amigos e colegas, seja na escola ou outros lugares de convívio social. As crianças e adolescentes Umbandistas sofrem muitas vezes discriminações e constrangimentos pelo fato de não saberem informar, explicar em uma conversa o que é a Umbanda. É também importante para eles que tenham conhecimento não somente da Umbanda como uma visão geral de outras religiões. Enaltecendo a saudável convivência com a diversidade, respeito e liberdade religiosa.
As crianças de nossos dias e os adolescentes são a geração do 3º Milênio. Espíritos que tem um enorme banco de dados de conhecimento acumulado e que estão nascendo numa Era de informações ultra dinâmicas, a globalização, onde o tempo se torna cada vez mais curto, e os pais cada vez menos presentes, devido principalmente, à busca da sobrevivência do dia a dia. Esse grupo de jovens necessitam e são permeáveis de uma base sólida, pois serão eles o futuro da Umbanda , do País e do Planeta.
Se os Umbandistas não perceberem que “quem sabe faz a hora! E a hora é essa!”, em relação a urgência e necessidade de informar e formar suas crianças e jovens, estarão então abrindo mão da sua responsabilidade para com o futuro e serão cobrados pelo que deixaram de fazer para essas novas gerações.
Umbandistas reflitam sobre o assunto! Socorrer, orientar, amparar, ouvir, aprender, ensinar e sedimentar o Bem, a Fé e o Amor nos corações das próximas gerações é tarefa de todos os Filhos de Fé.
Nossos jovens além de sentir! Precisam ver e ouvir! Através da irradiação do conhecimento a verdadeira face da Umbanda, uma religião conforme as orientações de seu fundador na materialidade o Caboclo das Sete Encruzilhadas, a Umbanda é antes de tudo, Ética! Caridade! Ecologia! Pois respeita a natureza, os animais, enfim, todos os seres vivos! Formando uma Rede de Fraternidade no Planeta Azul rumo à Nova Era no caminho ao Astral Superior.


Fonte: http://taniawentzel.blogspot.com/

Função do Cambone ou Cambono

É o médium que participa nas giras de assistências como auxiliar dos Guias em terra, podendo ser designado na hora dos trabalhos, pelo Primeiro Cambone, pelo Dirigente ou até mesmo pelas Entidades.

Ele não incorpora seus mentores, durante o atendimento da Assistência. Não pode comentar, nem contar a outras pessoas o diálogo do Guia com os Assistidos.

Ele tem como responsabilidade cuidar dos apetrechos do Guia, buscando garantir a organização dos objetos e a conservação e limpeza do ambiente (uso de cinzeiros, copos, etc) bem como guardando nos lugares corretos os objetos emprestados pela Casa Espiritual (pemba, prancheta, etc). Outra responsabilidade sua é a anotação, bem legível, e correta das orientações do Guia, bem como do material que for solicitado.

Ele avisa ao Fiscal, que controla a entrada da assistência, quando o Guia estiver pronto para atender a Assistência. Deve permanecer no local que foi designado, auxiliando o Guia ou a corrente, sempre vibrando em harmonia para o sucesso dos trabalhos e cantando os Pontos solicitados e adequados para cada momento específico, de acordo com a necessidade. Comunica também ao Fiscal, quando houver necessidade da Assistência ser atendida por outro Guia da corrente.

Para uma boa organização das atividades do Centro, ele deve anotar os trabalhos deixados no Centro com o nome do médium e Guia, assim como a data de retirada dos mesmos.

É ele também que limpa os pontos riscados, sempre após obter a autorização do Guia, pedindo licença, e com muito respeito. Compete ao Cambone também, auxiliar a Entidade comunicante, caso o assistido encontre dificuldades de compreensão na mensagem transmitida.



Enfim, o Cambone é o grande ajudante anônimo do Centro. É ele quem tem todas as obrigações modestas do Centro e é um grande trabalhador anônimo. Lembrando que o Cambone, ainda não é um iniciado, ou seja, é simplesmente um ajudante, nem sempre tendo condições de responder a todas as dúvidas e necessidades da assistência, ele é um mero mensageiro, um interlocutor, que facilita o bom andamento dos trabalhos.

É importante a conscientização do Cambone em aproveitar todas as oportunidades de reflexão e crescimento, pois acompanhando diversos atendimentos, e sempre pensando naquilo que também lhe diz respeito, obterá muitas reflexões produtivas ao seu crescimento espiritual.

Ele deve estar sempre disponível e de bom humor, para receber as pessoas carinhosamente, que vão ao Centro em busca de caridade. Ele é o cartão de visitas, e deve buscar sempre exercer a caridade, com humildade. Sabendo aproveitar, o Cambone é uma das funções que oferece as maiores e melhores possibilidades de crescimento espiritual.

- Salve a todos os Cambones de Umbanda! Saravá vossas Coroas!

Religiões

É curioso perceber, nos dias de hoje, que nos referirmos a determinados irmãos em Deus, de outro credo, chamando-os de evangélicos.

Os próprios, aliás, assim o fazem há poucos anos, certamente para se auto afirmarem, ainda que verbalmente, como seguidores do Cristo.

No entanto, em meio das ondas da vida terrena, se faz necessário algumas ponderações a respeito de como se identificar o seguidor do Nazareno. Igualmente, cabe ressaltar, que o Mestre Galileu não fundou religião alguma e isso é coisa nossa, ou seja, nós, os imperfeitos, que criamos todas as religiões sobre a Terra.

Vejamos, sucintamente, o que vislumbra cada uma das grandes – e profundamente Humanas – religiões que encontramos em nosso país.

Igreja Católica Apostólica Romana: A maior das Igrejas e uma das mais antigas (há ainda a Anglicana, Russa, Grega, Copta, etc.). Administrou política e economicamente nações. Sua base é a Eucaristia e dela se obtém a salvação. Enfatiza o Velho e o Novo Testamento. Base Moral.

Protestantismo: Movimento iniciado por Martinho Lutero, que rompeu com a dominante ICAR, através do lançamento de 95 teses de discordância dos dogmas católicos. Sua base é a crença de que a aceitação de Jesus como Salvador é a chave para o Reino dos Céus. Enfatiza o Velho e o Novo Testamento. Base Moral.

Espiritismo “Kardecista”: Doutrina trazida à Terra pela Espiritualidade Superior e organizada por Allan Kardec, no século 19. Trata de Filosofia, Ciência e Religião, sendo pautada fortemente no Novo Testamento. Sua base é a crença de que fora da Caridade não há Salvação, e que o adepto deve se esforçar para vencer suas más tendências e não simplesmente contar com o Cristo para Salvá-lo. Base Moral.

Umbanda: Religião que surgiu no Brasil, no início do século 20. Sua base é a manifestação do Espírito para a Caridade, sendo pautada fortemente no Novo Testamento (Evangelho de Jesus Cristo) e na Doutrina Espírita, priorizando alegorias simplórias, mas de profundo senso moral, com integração da Natureza. Base Moral.

O que apresentamos acima é um pequeníssimo resumo, mas suficientemente claro, que nos impele à reflexão de que tipo de religiosos somos. O quão Cristãos somos, já que reconhecemos Jesus de Nazaré como Modelo e Guia.

E também por procurarmos ser Cristãos, devemos seguir Seu Evangelho, não no sentido de decorarmos os versículos bíblicos, mas estudando e praticando Seus Ensinamentos.

Eis algumas das considerações do Homem de Nazaré: Caridade – Dividir o que se tem (Lucas, 18:24 e 25; 21:2 e 3), Não julgar (João, 8:7-11; Tiago, 5:11 e 12), Perdoar incontáveis vezes e sem impor condições (Lucas, 17: 3 e 4), fazer-se o menor dentre os Servos para o nosso próximo (Marcos, 9: 35; Lucas: 9:48; 22: 26; João, 13: 12-17).

Jesus, adaptou os Dez Mandamentos, da seguinte forma, como percebemos logo acima. O Nazareno nos orienta a Amar a Deus e ao Próximo!

Em Marcos (9:41) encontramos a exortação do Cristo:
“Porquanto, aquele que vos der de beber um copo de água, em meu Nome, por que sois de Cristo, em verdade vos digo que de modo algum perderá seu galardão.”

É estéril debater com outro sobre qual religião é a melhor, se ela não faz seu adepto crescer na direção do Cristo. Uma religião “cristã” que prega a intolerância, o acúmulo de bens materiais não é algo que tenha por base Jesus Cristo, por que ele não nos ensinou isso. E é um total desconhecimento das Escrituras aludir ao Velho Testamento, que cita violências – massacres – contra os diferentes do “povo eleito”: julgamento (Êxodo, 18: 16), escravidão (Êxodo, 21:1-11; Números: 31:18), vingança (Números, 31:1-12, Jeremias 36: 3 e 7; 37:31), assassinato de crianças ( Números, 31: 17), promoção de ódio contra outro povo ( Números, 34: 52).

Deus, afinal, é “homem de guerra” (Êxodo, 15:3) ou Deus é Amor, conformo nos Ensinou e demonstrou Jesus?

Pensemos!
Jesus, em verdade, Tomou para si a responsabilidade do Velho Testamento e o revogou, outorgando-nos a Lei do Amor.
“Quando ele diz Nova torna antiquada a Primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido, está prestes a desaparecer.” (Hebreus, 8:13)

Chega de atirar pedras, escravizar, saquear, tomar, julgar!

Devemos, pois, em urgência evangelizar a nós mesmos, ou seja, nos desenvolvermos moralmente. Essa sim é a Quarta Revelação, uma vez que não significa que haverá somente o Protestantismo, a Igreja Católica, o Espiritismo ou a Umbanda, nem qualquer outra religião. Não haverá exclusividade para algo criado por seres imperfeitos. Haverá, sim, os Ensinos do Cristo, independente da designação religiosa.
“E nisto serão reconhecidos, por se amarem” “ que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.” (João, 13: 34 e 35)

Autor Thiago D. Trindade

Xangô

Orixá Xangô
Sàngò

Descrição do Orixá por Eduardo: Xangô é o orixá do equilíbrio tudo que chega para ele, vai direto para sua balança de cobre que fica ao lado do seu livro onde ele escreve sobre os pecadores. Enquanto a balança de Xangô não fica equilibrada ele vai colhendo os pros e contras da pessoa que suplica por sua ajuda.
Cuidado ao pedir algo à Pai Xangô pois antes dele correr atrás do seu pedido ele vai entrar no seu coração e vai ver se você é merecedor desse pedido....
Como Orixá Universal, Xangô traz a qualidade da Justiça Divina e a irradia o tempo todo na criação para dar equilíbrio, estabilidade e harmonia a tudo e a todos. É o Orixá do equilíbrio, da estabilidade e da razão. Sustenta e ampara os seres que vivem o sentido da Justiça de forma equilibrada.
Seu campo preferencial de atuação é a razão. Absorvendo as Irradiações de Pai Xangô, o ser é purificado em seus sentimentos e se torna racional, ajuizado e um ótimo equilibrador do meio em que vive e dos seres à sua volta.


Kaô Cabiecile, Xangô

Omulu

Orixá Omulu

Sapatá, Xapanã

Descrição do Orixá por Eduardo: Omulu todo pensam que Obaluaie e Omulu são os mesmos orixás mais estão enganados, pois Omulu é o senhor da Paralisação ele é o Orixá da vida enquanto no momento do nascimento dos seres Iemanjá está lá gerando e nos recebendo, Omulu está no momento da morte dos seres para os encaminhar para Obaluaie que é o senhor dos portais. Omulu tem seu elemento água por isso que chamarmos o Mar de calunga grande, lá que é a morada de Omulu junto com Mãe Iemanjá.
No ritual de candomblé chamado Olubajé é reverenciado orixá Omulu junto com Obaluaie são chamados nesse ritual os Orixás, Oxumaré (seu irmão) é o primeiro a dançar; após, vem Nanã (sua mãe); em seguida, Iemanjá (a mãe adotiva); depois, Iansã (a amiga e companheira que reina com ele sobre os espíritos dos mortos). Fechando o ritual, invoca Oxalá, “o pai da criação”.
Tudo em nossas vidas quando necessitamos de uma paralisação ou uma estabilização de tal situação é a esse orixá que devemos pedir. Para usarmos de sua energia temos que ter muita consciência e cautela pois é um orixá de energia muito forte.
Iemanjá é a Mãe da Vida; é maternal, mas autoritária. E Omolu é o Guardião da Vida; é rigoroso, mas compreensivo, ainda que não o demonstre.
Em contrapartida, o Orixá Omolu paralisa tudo aquilo que atenta contra os Sentidos da Vida. É a presença de DEUS garantindo a Vida e a Geração. É a profundidade da terra. Omulu é o Orixá do fundo da terra o cemitério é divido por duas áreas, superfície é de Pai Obaluaie abaixo de sete palmos é campo de Omulu; Mesma coisa no mar o solo do mar pertence a Omulu e as águas no restante pertence a Iemanjá.


Atotô, Omulu!

Ogum



Orixá Ogum

Discrição do Orixá por Eduardo: Ogum é o dono do obé (faca), que trás no seu mistério o poder dos caminhos, Ogum abre os caminhos com sua faca tirando qualquer coisa negativa que possa estar no caminho. Orixá da Lei Divina, ele recebe os resultados que Xangô o manda depois de avaliar em sua balança e Ogum vai e executa; a Lei divina e a Justiça divina são os tronos que trabalham 24 horas em nossas vidas irradiando o certo e colhendo o errado.
Ogum é um dos Orixás mais conhecidos no mundo todo pois e sincretizado com um dos Santos Católicos mais conhecidos dentro e fora da igreja, São Jorge.
Dentro do conhecimento Nago - Yorubá, Ogum é o orixá que forja todas as armas para a proteção das aldeias, cultuado na nação de angola. Todos pensam que Ogum é o mais forte dentre os Orixás, mais Ogum se perde na paixão por Iansã e Obá.
Ogum em uma batalha em dia distintos Ogum perde a batalha tanto para Iansã quando para Obá. Isso nos remete o poder que a mulher tem sobre os homens, mesmo homens que são julgados como os mai valentões.
Aos filhos de Ogum cuidado para não se perderem por questões amorosas. Pois é um ponto franco do Orixá que rege a vida de vocês.
Ogum é a Lei, cujo símbolo é a espada, que por sua vez representa o caminho reto, a retidão de caráter, a honra, a honestidade. Perante a Lei não existe “mais ou menos”, não se pode ser “mais ou menos honesto”: ou se está no caminho reto, respeitando a Lei Divina, a si mesmo e ao próximo, ou não se está. Por isso se diz que os filhos de Ogum são taxativos: não hesitam em “comprar batalhas” para defender os amigos e aqueles que agem com respeito à Lei de Deus e ao próximo, mas se afastam dos que agem com desonestidade e deslealdade.


Patacuri, Ogunhê, Ogum!

Nanã

Orixá Nanã

Nàná Burúkú

Discrição do Orixá por Eduardo: Vó Nanã a Orixá mais velha dentro da umbanda, ela é a vó dos orixás, quando Olorum (DEUS) criou Oxalá e lhe mandou a terra para para criar o mundo. Oxalá criou Nanã e lhe deu o mistério do barro que junto com ele criou os homens e as mulheres. Mãe Nanã é uma orixá pouco conhecida na umbanda, pois muitos acham que ela é a morte pois ela trabalha junto com Obaluaiê nos portais entre o mundo espiritual e o terrestre. E a senhora da sabedoria divina, sua energia é muito pesada por isso que quando invocada nos terreiros ela faz o corpo dos seus médiuns agachar como se estivessem cansados e com as pernas tremulas. Pois ela é uma Orixá anciã ligada a terra por isso dessa postura.
Ela vibra em dois elementos terra e água, pois é a senhora das fontes d'águas que surgem de dentro da terra.
Elá junto com os Orixá Oxalá, Obaluaie e Omulu são o quarteto dos orixás anciões dentro da Umbanda; Muitos terreiros tem medo de trabalharem com esses orixás por eles serem tão misticos e seus mitos e lendas serem tão pesadas.
No Candomblé, quando manifestada numa de suas iniciadas, Nanã é saudada pelos gritos de: “Sálù bá Nàná Burúkú!”, significando: “com Nanã, nos refugiaremos da morte”.
No negativo, os filhos de Nanã podem ser teimosos e ranzinzas, daquelas pessoas que adiam muito uma decisão, ou que guardam por longo tempo um rancor.
Seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres desequilibrados que, ao receberem suas Irradiações, se aquietam; e podem ter suas evoluções paralisadas, se necessário, até passarem por uma decantação completa de seus vícios e desequilíbrios mentais.


- Saluba, Nanã !

Obaluaie


Orixá Obaluaiê
Discrição do Orixá por Eduardo: Senhor Obaluaiê é o Dono dos Portais, vibra na cor violeta, que é indicada pelos médiuns videntes, que dizem que quando Obaluaiê é evocados nos terreiros aparecem campos energéticos da cor violeta que se ligam ao seus médiuns.
Quem confunde Obaluaiê com Omulu está muito enganado a energia deles e diferenciada, Pois Obaluaiê vem mais arqueado e fazendo leves movimentos, enquanto Omulu vem  com mais maleabilidade fazendo sua dança e magia.
Como Orixá Universal, Obaluaiê irradia, o tempo todo, Sagradas Energias que nos fazem dar um passo à frente; inclusive transmutando ou modificando de forma positiva todo e qualquer sentimento, pensamento ou energia contrária à nossa evolução. Essa atuação se dá por meio da luz violeta, essencialmente transmutadora, a freqüência mais alta de todas as cores do arco-íris. Por trás da simplicidade com que o Divino Pai se manifesta entre nós, está presente “a chama violeta”, preciosa e Divina.
Muito associam Obaluaiê apenas à idéia do Orixá Curador, “o Médico Sagrado da Umbanda”, que ele realmente é; Mas Obaluaiê representa mais que isto: Ele é o Senhor das Passagens de um plano para outro, de uma dimensão para outra, de um estado ou condição para outra, e mesmo do espírito para a carne e vice-versa, pois atua diretamente no processo reencarnatório.
 É um Trono Divino que cuida da evolução dos seres, das criaturas e das espécies, por meio da irradiação dos Fatores Transmutador e Evolucionista.

- Atotô Ajubero, Obaluaiê !