quinta-feira, 19 de junho de 2014

Os Ciganos e a Espiritualidade "CIGANOS NA UMBANDA"


“Eu vi um formoso Cigano Sentado na beira do Rio Com seus cabelos negros
E os olhos cor de anil
Quando eu me aproximava o cigano me chamou
Com seus dados nas mãos
O cigano me falou
Seus caminhos estão abertos
Na saúde, na paz e amor,
Foi se despedindo e me abençoou
Eu não sou daqui, mas vou levar saudades,
Eu sou o Cigano Pablo, lá das Três Trindades.”


Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da Umbanda, e “carregam as falanges ciganas juntamente com as falanges orientais uma importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um seguimento espírita e que se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências e especialidades.

Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço.

O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual, juntamente com outros grupos de espíritos, também de longa data de reencarnações repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade e aprendizado no plano imaterial.

A argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos ou por médiuns não ciganos e que se assim o fizessem deveriam fazê-lo no idioma próprio de seu povo, é totalmente descabida e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua doutrina evangélica, até as impossíveis limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra divina do Criador e da justiça divina como se possível fosse, pretendendo questionar os desígnios da criação e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que nos levaria a inviabilização doutrinária.

Bem como a eleger nossa estada na Terra como mera passagem e de grande prepotência discriminatória, destituindo lamentavelmente de legitimidade as obras divinas.

Outros sim, mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras, organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios que não nos é possível relatar. Obras existem, que dão conta de suas atuações dentro de seuplano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de suas encarnações terrenas.

Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.

Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.

Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex ciganos, que mantêm-se na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Guardiões e Guardiãs.

O que existe são os Exus Ciganos e as Moças Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos de atuação, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos e individuais de identificação, assunto este que levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.

Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por ciganos diversos em planos de atuação diversos, porém, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais.

Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.

Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.

É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.

Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos conhecimento de para tanto. A razão é que a respeito sofremos de uma carência muito grande de informação sobre o assunto e a intenção é dividir o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento.

Somos sabedores que muitas outras forças também existem e o que passamos neste trabalho são maneiras simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados, o que é bom deixar induvidosamente claro.

É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória é de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos.

Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc. Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.

Para o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultuá-lo no altar normal.

Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferência do cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e outra da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce.

Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel.

Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus.

As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral.

Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos. Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza.

Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu.

Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza.

Deus então, preocupado em atende-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselhá-las para o bem.

É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua…”

Trecho extraído do livro “Mistérios do povo Cigano” de Nelson Pires Filho.

Apague a Luz, acende a Vela

Tenho notado ainda, uma grande falta de informação acerca de Exu em nossa amada Umbanda.

Muitas opiniões, muitas divergências, muitas discussões e muitas verdades separam Exu de seu verdadeiro posto e sua verdadeira natureza.

Escrevo este texto porque, além das centenas de perguntas que me fazem a respeito de Exu, participei de vários debates que não levaram a nada e só fortaleceram a discórdia entre irmãos que, trabalham com os Exus porém, o enxergam de maneira totalmente diferente das visões e outros irmãos.

Conversando em uma oportunidade com um irmão que já faz uma trabalho há muitos anos na Umbanda, ele me disse que é absolutamente errônea a visão de novos umbandistas acerca de Exu, disse que Exu é um espírito desequilibrado e que não tem luz suficiente para trabalhar ou aconselhar ninguém, pois, como um espírito trevoso pode trabalhar em uma religião e ajudar pessoas.

Este irmão ainda disse que Exu vem ao seu terreiro como escravo de preto velho e caboclo onde aí sim executam as ordens de quem sabe o que faz e tem sabedoria e luz para executar um trabalho espiritual.

Nesta ocasião ouvi tudo como um verdadeiro ouvinte que também sou, agradeci pela conversa e fui embora sem dizer minha opinião pessoal para não haver debate pois, este irmão realmente trabalha há muitos anos na religião e tudo o que eu falasse naquela opinião, não serviria para nada porque segundo ele mesmo sou um bebê imaturo e tinha muito o que aprender de Umbanda ainda, me chamou para ir ao seu templo para aprender com ele pois ele sim seguia a Umbanda Pura.

Em outra ocasião participei de uma discussão entre amigos em um grupo fechado no faceboock sobre Exu, e é lógico que não deu certo pois existinham naquela ocasião, duas frentes de debates, uma dizia que Exu é o que é, e que não podemos ramantizar sua figura chamando ele de guardião e achando que eles tem uma luz e um grau assim como Caboclos e Pretos Velhos só que trabalhando na esquerda, e a outra frente, dizia o contrário, dizia que Exu é guardião sim e que muitos inclusive já possuem um grau elevadíssimo e que por isso mesmo chefiavam falanges de trabalho na esquerda para ajudar mais almas ainda a saírem de seus negativismos mais rapidamente.

Outro debate que entrei e este foi o ultimo pois, vi realmente que debater acerca de algo quando querem apenas discutir é perca de tempo, foi se Exu pode falar palavrão ou não, se Exu pode usar capa em um terreiro ou não, se Exu é dúbio isto é faz o bem e o mal ou não, se Exu na Quimbanda é mais poderoso que na Umbanda, se Exu ...se Exu....se Exu..... Se Exu.

E nunca chegaremos a um consenso universal sobre quem é Exu!

O certo é, cada um faz aquilo que acredita e trabalha da forma que seu esclarecimento acerca deste mistério lhe capacitar.

E também devemos lembrar que nossa visão acerca da espiritualidade e da vida em um todo é e sempre será a nossa visão e não uma visão compartilhada na íntegra pelos demais pois cada um tem uma formação, um DNA, um conjunto de fatores que nos torna únicos perante o Criador e sendo assim ,é impossível todos sentirem igual, crêem igual ou partilharem de uma opinião completamente em todos os detalhes.

Da boca para fora podemos concordar com um monte de coisas, porém sentimos muitas vezes uma contrariedade mas não mostramos para que a harmonia seja feita em um grupo ou um local de trabalho não é assim?

Então porque seria diferente em um grupo espiritual? Deveria sim, ser muito diferente, deveríamos acabar de uma vez por todas com todas as máscaras e expor tudo o que pensamos na íntegra.

Porém, não temos coragem e muitas vezes sabemos que quem está ouvindo, não está preparado para ouvir, e em outras vezes quem diz, também não gosta de falem a verdade com ele.

Então, diria que Exu é tão grandioso que trabalha inclusive estes aspectos negativos que acabei de mencionar.

Se ele sofre algum preconceito por parte dos iluminados e moralistas de plantão, ele nem liga pois ele sabe quem é e sabe seu poder de atuação.

Devemos repensar se vale mesmo a pena vestir um manto de ouro de tolo, elitizarmos nossos vocabulários e nossa tês para mostrar aos outros como somos iluminados, ou sermos como Exu natural, vitalizador, dinâmico, ágil, forte, sábio, esperto, envolvente, ocultador, etc.

Melhor dar uma gargalhada na encruzilhada, do que rezar em um templo apenas para mostrarmos para os outros e para nós mesmos o quanto somos melhoras que os outros e mais evoluídos.

Por Marcel Oliveira

sábado, 3 de maio de 2014

Quem é a Minha Pomba Gira ?

Quando dizemos, na Umbanda, que todas as pessoas, têm seus Guardiões protetores, não estamos com isso, querendo causar uma busca desenfreada e nem tão pouco causar frustrações aos irmãos. Apenas e tão somente, queremos dizer que graças a providência do Criador, todos nós temos Guardiões e devemos tê-los em alta conta, mesmo que jamais saibamos seus nomes, histórias pessoais ou a que falange pertencem.
Qual o percentual da população mundial, que trabalha efetivamente na Umbanda ou nos cultos afro-brasileiros?
Dentro desse grupo que trabalha mediunicamente nos cultos acima citados, quantos são os irmãos que são médiuns ativos de incorporação. Não quero dizer que Exus e Pombas Giras, comuniquem-se apenas através da incorporação. Eles podem fazer uso de qualquer forma de comunicação mediúnica, como a psicofonia, a psicografia, o desdobramento durante o sono do médium, ou até mesmo através da mediunidade intuitiva. Mas qual seria a real necessidade de irmãos não praticantes dos cultos, saberem os nomes de seus guardiões?
Se a resposta é mera curiosidade, esqueça. Se a resposta é amor à esses guias maravilhosos, pode ser que consigam. MAS, COMO EFETIVAMENTE SABER QUEM É MINHA GUARDIÃ?
Primeiro quero dizer-lhes como não conseguirão:
1. Por data de seu nascimento
2. Por numerologia – Isso é furada
3. Por consultas de cartomancia
4. Por informações vindas de pessoas “intuitivas” ou fontes não confiáveis
5. Por comparações de características pessoais
O QUE FAZER ENTÃO E COMO PROCEDER?
Eu confio apenas em duas formas de saber sobre as Guardiãs:
1. A comunicação direta da mesma, através das formas de mediunidade acima citadas.
2. A revelação feita por um Guia de confiança e obviamente, através de um médium de confiança. (E aonde encontrá-los?) meus queridos; Visite então um Terreiro que lhe pareceu adequado, tome seus passes, frequente com certa regularidade e consulte com a entidade chefe do trabalho e exponha sua necessidade.
Mas você apenas obterá as respostas, caso o astral perceba relevância nessa revelação. Um alerta, Terreiros de Umbanda não cobram para revelar nomes de guias de ninguém (nada é cobrado)! Se não gostou, procure outro, se for o momento você será guiado ao local ou a pessoa certa.
Se o princípio que o move nessa busca, for amor, sua Guardiã poderá revelar-lhe quem é através de sonhos, intuições ou inspirações.
Um esclarecimento: as entidades não aparecem nuas, com atitudes sexuais ou qualquer outra forma negativa em sonhos ou em visões. “POMBA GIRA LEI NÃO É KIUMBA”, lembram-se?
Aos médiuns em desenvolvimento que não sabem ainda os nomes de seus guias, apenas esperem o momento certo, a entidade irá dizer quem é. Ou podem recorrer ao seu pai de Santo, pedindo orientação.
Então Cuidado com essas Pomba Giras que se poem como verdadeiras mulheres de programa pois isso não trás mistério algum. Se uma Pomba Gira com a fala dela te humilhar perante aos outros usando palavras chulas e pesadas cuidado... Pois ali tem mais do médium do que da entidade !
Caro leitor, você não é menos que ninguém e tão pouco sua protetora é inferior à qualquer outra, por não revelar-lhe quem é! Ame e respeite essa entidade de Luz, faça o bem e com o tempo, certamente , de algum modo, ela irá fazer com que você saiba quem ela é.

Os Perigos e Conseqüências da Mediunidade Mal Orientada

A falta de doutrina e de comprometimento que existe, em muitas casas espiritualistas, coloca em risco a saúde física e psicológica dos médiuns.
Para se ter idéia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação.
E as pessoas que começam a frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem.
Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade.
Consequentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem.
A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos.
Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais.
É justamente por se tratar de “coisa de humanos” que a religião muitas vezes é deturpada.
Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer.
Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual.
Sem o fluido animal dos médiuns, não é possível para os espíritos atuar em nosso nível vibratório.. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos.
Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono-da-verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante.
Quando o chefe dos trabalhos “se perde”, os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos. Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns.
As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego. Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela.
Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as consequências do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa.
O mesmo vale para quem decide que vai prestar “atendimentos espirituais” ou outros tipos de “trabalho” relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter.
Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada.
Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obsediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão.
São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem.
A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver… porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para “desenvolver” Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos.
A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo.
No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos.
Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas.
Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade.
Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa.
Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso.
Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar,mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessores.
Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestam pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus.
A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental.
Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa.
Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes.
É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas.
Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura,principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio.
Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade.
Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados.
A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura.
A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas.
É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência.
Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico.
O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos.
A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados.
Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções.
Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande Pai Oxalá.


Por Jorge Menezes

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Autoconhecimento e Arquétipos da Umbanda

Por Filho de Fé de Marcel

O Umbandista tem um elemento muito poderoso a sua disposição na religião para desenvolver seu autoconhecimento que são os arquétipos.

Por uma questão de tempo terreno uma gira tende a ser muito rápida para que algumas coisas sejam desenvolvidas de forma mais profunda, é uma pena, mas é a vida humana, pela nossa própria organização econômica, familiar e social deixamos a espiritualidade com pouquíssimo tempo em nossas vidas.

Lutamos o tempo todo para driblar a questão tempo para uma dedicação espiritual. Geralmente saímos do trabalho, quando conseguimos, e vamos correndo para a gira pensando já em voltar para a casa para cuidar da família, dormir cedo para acordar cedo etc.

O ideal seria que a sociedade deixasse um tempo para a espiritualidade maior, um canal de autoconhecimento sem pressa, sem hora marcada, mas estamos um pouco longe dessa ideia pelas nossas próprias criações, mas um dia acredito que isso terá uma modificação.

Numa gira tem a abertura dos trabalhos depois dos devidas saudações e a incorporação dos orixás, cada casa faz da sua forma, mas geralmente costumam vir irradiadas duas energias ou mais numa mesma noite, no entanto elas vem e já devem ir muito rapidamente, ao passo que só é possível fazer nossas saudações, pedidos e deixar a energia delas atuar nos nossos corpos para algumas modificações.

O tempo é curto e não há tempo suficiente para você se acostumar com a energia e desenvolvê-la dentro de você ou ter uma interação mais profunda para diversos fins.

Bom, se na gira isso não será possível então cabe a você fazer isso em outro momento. O Marcel, meu pai, ensinou uma coisa muito importante no nosso curso de desenvolvimento que é se concentrar na energia de um Orixá não incorporar e deixar essa energia atuar em você e se possível desenvolvê-la dentro de você.

Essa é uma ferramenta muito poderosa, muito mesmo.

Conforme vamos passando nas nossas vidas, conforme cada fase temos uma associação natural com as energias pelas fases humanas, quando crianças a aproximação dos eres, quando adolescentes acredito que mais próximos dos exus e das pombagiras, e quando já adultos de ogum, iansã, xangô, obá, oxossi e quando mais idosos, nanã, oxalá, obaluaê e omulu.

Mas, voltando, o que a Umbanda tem de tão poderoso? Os arquétipos, através deles não só podemos utilizar as energias para nosso benefício, mas também como desenvolvimento pessoal, como poderes.

A vida sempre vai exigir alguma coisa de você, o tempo todo, várias vezes por dia, vários momentos e para cada uma deles você terá que dar uma resposta diferente.

Então quando a coisa complicar e você não souber muito bem o que fazer acesse dentro de você as energias, lembre-se dos arquétipos que você conhece bem e os utilize de fato como um poder. Você tem esse poder dentro de você, basta você ir na sua biblioteca pessoal e intuir qual utilizar.

Alguns desses arquétipos dentro de você serão bem desenvolvidos e quase nem será necessário nenhum treino, acessar isso pra você é natural, no entanto, alguns outros já vão precisar de um treino e desenvolvimento maior.

Para fazer isso você não precisa ser médium, você nem mesmo precisa ser umbandista, geralmente os atores tem isso porque aprenderam nas aulas de teatro a desenvolverem personagens, mas não é um personagem que você vai atuar, é realmente uma face do seu ser e da sua sabedoria ativada por essa energia.

Os arquétipos da Umbanda servem para muitas coisas, uma religião tão sábia quanto a Umbanda trouxe eles para diversos fins e um deles foi para nos mostrar que dentro de cada um de nós, mais evidente ou mais adormecido existem todas as energias de Deus e do Todo enraizadas.

Não importa de quem você é filho, não importa qual é seu orixá ancestral, o seu todo vem de diversas vidas, experiências, estudos, você não nasceu agora, você tem muita bagagem, muito mais do que imagina então basta você acessar você mesmo com treinos e se desenvolver como espirito humano poderoso que és.

Se eu pudesse modificar o mundo eu faria da seguinte forma, transformaria a vida do homem para ao invés de 8 horas diárias de trabalho para 4 horas de trabalho - que nada mais é do que uma doação de força para a construção e manutenção do plano material - e 4 horas de desenvolvimento pessoal.

Tenho a impressão que os humanos seriam extremamente poderosos e desenvolvidos nessa hipótese. Mas claro, isso é apenas a minha opinião.

Pretos Velhos


Os Pretos e Pretas Velhas, na Umbanda, são entidades elevadas que se apresentam estereotipados como anciãos negros conhecedores profundos da magia Divina, da manipulação de ervas. São excelente mandingueiros, mestres dos elementos da natureza, os quais utilizam em seus benzimentos e trabalhos espirituais.
Crê-se que em referência à dor e aflição sofrida pelo povo negro durante a escravidão, a linha de preto velho reflita a humildade, a sabedoria, a paciência e a perseverança. Não necessariamente todos foram escravos. Sua sabedoria e humildade são características marcantes e sua calma e ensinamentos são profundos. Apresentam-se na Umbanda sentados em seus banquinhos atendendo seus “fios e fias” com uma linguagem simples porém sábias. A característica principal desta linha é a sua elevada orientação espiritual.
Àqueles que os procuram oferecem conselhos, orientação espiritual; receitam tratamentos caseiros, banhos de ervas, chás, entre outros, para os males do corpo e do espirito
Utilizam vários elementos nos seus trabalhos como o cachimbo, cigarros de palha (que usam como defumadores, para limpeza espiritual) e ervas.
A Linha de Pretos velhos na Umbanda é regida pelo mistério Ancião, na força do Orixá Obaluaê que é o Orixá sustentador da evolução.

Preto velho na Cultura Brasileira e na Umbanda
Por Alexandre Cumino

Pai Antonio foi o primeiro preto-velho a se manifestar na Religião de Um­banda em seu médium Zélio Fer­nandino de Morais onde se esta­be­leceu a Tenda Nossa Senhora da Pie­dade. Assim, ele abriu esta “linha” pa­ra nossa religião, introduzindo o uso do cachimbo, guias e o culto aos Orixás.

O “Preto-velho” está ligado à cul­tura religiosa Afro Brasileira em geral e à Umbanda de forma especí­fica, pois den­tro da Religião Umban­dista este termo identifica um dos elementos for­madores de sua litur­gia, representa uma “linha de tra­balho”, uma “falange de espíritos”, to­do um grupo de mentores espi­ri­tuais que se apresentam como ne­gros anciões, ex-escravos, conhe­ce­­dores dos Orixás Africanos.

São trabalhadores da espiritua­lidade, com características próprias e cole­tivas, que valorizam o grupo em detri­mento do ego pessoal, ou seja, são simplesmente pretos e pretas velhas com Pai João e Vó Maria, por exem­plo.
Milha­res de Pais João e de Avós Maria, o que mostra um trabalho desper­sonalizado do elemento indivi­dual valorizando o elemento coletivo identificado pelo ter­mo genérico “preto-velho”. Muitos até dizem “nem tão preto e nem tão velho” ainda assim “preto velho fulano de tal”.  A falta de informa­ção é a mãe do precon­ceito, e, no caso do “preto-ve­lho”, muitos que são leigos da cultura religiosa Umbandista ou de origem africana desconhecem  valor do “preto-velho” dentro das mes­mas.

Preto é Cor e Ne­gro é Raça, logo o ter­mo “preto-velho” tor­na-se caracte­rís­tico e com sentido ape­nas dentro de um con­texto, já que fora de tal contexto o termo de uso amplo e irres­trito seria “Negro Vel­ho”, “Negro An­cião” ou ainda “Ne­gro de idade avan­çada” para iden­ti­fi­car o ho­mem da ra­ça ne­gra que encon­tra-se já na “terceira idade” (a melhor ida­de). Por conta disso alguns sentem-se des­con­for­táveis em utilizar um ter­mo que à primeira vista pode parecer des­respei­toso ao citar um amável senhor negro, já com suas madeixas bran­cas, cachimbo e sorriso fácil, por trás do olhar de homem sofri­do, que na humildade da subju­gação forçada e escrava encontrou a liberdade do espí­rito sobre a alma, através da sabedoria vinda da Mãe África, na figura de nossos Orixás, vindo de encontro à imagem e resignação de nosso senhor Jesus Cristo.

Alguns preferem chamá-los ape­nas de “Pais Velhos” o que é bonito ao ressaltar a paternidade, mas ao mesmo tempo oculta a raça que no caso é motivo de orgulho. São eles que sou­be­ram passar por uma vida de escravidão com honra e nobreza de caráter, mais um motivo de or­gulho em se auto-afirmar “nêgo véio” e ex-escravo; talvez as­sim se man­tenham para que nunca nos esque­çamos que em qualquer situa­ção temos ainda opor­tunidade de evo­luir. Quanto mais adver­sa maior a oportu­nidade de dar o testemunho de nos­sa fé.

O “preto-ve­lho” é um ícone da Umban­da, resu­min­do em si boa parte da filosofia um­ban­dista. Assim, os es­pí­ritos desen­car­­nados de ex-es­cravos se iden­ti­fi­cam e muitos ou­tros que não foram escra­vos, nesta con­dição, as­sim se apre­sentam tam­bém em home­nagem a eles, por tê-los como Mes­tres no astral.

No imaginário po­pular, por falta de informação ou por má fé de al­guns formadores de opinião, a ima­gem do “preto-velho” pode estar asso­ciada por alguns a uma visão preconceituosa, há ainda os que se assustam “com estas coisas” pois não sabem que a Um­banda é uma religião e como tal tem a única proposta de nos religar a Deus, mani­festando o espírito para a caridade e de­senvol­vendo o senti­mento de amor ao pró­ximo.  Não existe uma Umbanda “boa” e uma Umbanda “ruim”, existe sim única e exclusi­vamente uma única Umbanda que faz o bem, caso con­trário não é Umbanda e assim é com os “Preto-velhos”, todos fazem o bem sem olhar a quem, caso con­trário não é de fato um “preto-velho”, pode ser alguém disfarçado de “velho-negro”, o “preto velho” tra­balha única e exclusivamente para a caridade es­piritual.

São espíritos que se apresentam des­ta forma e que sabem que em essência não temos raça nem cor, a cada encarnação, temos uma expe­riên­cia diferente. Os pretos velhos trazem consigo o “mistério ancião”, pois não bas­ta ter a forma de um velho, antes, precisam ser espíritos amadurecidos e reconhecidos como irmãos mais velhos na senda evo­lutiva.

Nas culturas antigas o “velho” era sempre respeitado e ouvido co­mo fonte viva do conhecimento an­ces­tral. Hoje ainda vemos este cos­tume nas culturas indígenas e ciga­nas. Algumas tradições religiosas man­têm esta postura frente o sacer­dote mais velho, trata-se de uma he­rança cultural religiosa tão antiga quan­to nossa memória ou nossa his­tória pode ir buscar, tão antigos também são alguns dos pretos velhos que se manifestam na Umbanda.
Muitos já estão fora do ciclo reen­carnacionista, estão libertos do karma, já desvendaram o manto da ilu­são da car­ne que nos cobre com paixões e apegos que inexora­vel­mente ficarão para trás no caminho evolutivo.
Por tudo isso e muito mais, no dia 13 de Maio, dia da libertação dos es­cravos eu os saúdo: “Salve os Pre­tos Velhos! Sal­ve as Pretas Velhas! Adorei as Almas! 

Espíritos Ciganos na Umbanda


CIGANOS NA UMBANDA

São entidades que há muito tempo trabalham na Umbanda, mas normalmente se manifestam sob domínio de outras linhas como a linha da esquerda, a linha do oriente, entre outras. Isso é possível pelo fato da energia de trabalho ser a mesma, o que muda é a forma de manipular os fluídos, uma vez que os ciganos usam uma relação material, energética, elementar e natural, assim como o povo da esquerda, enquanto que o povo do Oriente manipula essas elementos através de seu magnetismo espiritual.

Sempre se faz necessário deixar claro que uma coisa é ‘Magia do Povo Cigano’, ou ‘Magia Cigana’, e outra coisa bem diferente são as Entidades de Umbanda que se manifestam nesta linha de trabalho. Existe uma pequena semelhança somente no poder da Magia, mas suas atuações são bem diferentes pois as Entidades de Umbanda trabalham sob domínio da Lei e dos Orixás, conhecem Magia como ninguém e, principalmente, não vendem soluções ou adivinhações.

Entre as legiões de Ciganos os nomes mais conhecidos são: Cigano Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros. Da mesma forma temos as ciganas, como: Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.



Os espíritos que se manifestam como Ciganos na Umbanda não trabalham a serviço do mal ou para resolver nossos problemas a qualquer custo, mas é importante saber que eles dominam a MAGIA e preservam a LIBERDADE e ,tanto quanto em qualquer outra linha de trabalho da Umbanda, teremos aqueles espíritos que não agem dentro do contexto da Lei, os chamados ‘quiumbas’, que se encontram espalhados pela escuridão e a serviço das Trevas. Portanto, é imprescindível o bom nível espiritual do médium para trabalhar com essa linha para que não atraia esses tipos de espíritos pela Lei da Afinidade.

Os Ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada Cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação. Uma das cores, a de vinculação vibracional, raramente se torna conhecida mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.

É muito comum os Ciganos usarem em seus trabalhos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes, baralho, espelho, dados, moedas, medalhas e até as próprias saias das ciganas, que são sempre muito coloridas, como grandes instrumentos magísticos de trabalho.

Os Ciganos são dotados de uma sabedoria esplendorosa, trabalham com lindos encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, escolhendo datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua.

Gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante música, dança, frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, com jarras de vinho tinto com um pouco de mel e ainda podemos fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal ou mel. Não podemos esquecer: flores silvestres, muitas rosas, velas de todas as cores e, se possível, incenso de lótus.

Adoram fogueiras onde dançam e cantam a noite toda, aproveitando do poder das salamandras para consumir todo o negativismo e acender a chama interna de cada Ser.

Os Ciganos têm em Santa Sara Kali as orientações necessárias para o bom andamento das missões espirituais.

Salve o Povo Cigano!


Cordas que falam e fazem o que devem

Axéééé, eu não sei quanto a vocês, mas existem momentos em minha vida que necessito de inspirações. Elas são o que chamo de “cordas”.

Essas cordas me ajudam discernir e me firmar nos momentos de dúvidas e de grandes desafios, sereneiam momentos difíceis ou de extrema felicidade, ajudam no compromisso com a vida e de construção/transformação.

Neste sentido interpreto que essas cordas podem ser as recordações do passado, outras as projeções do futuro e outras ainda falas, ensinamentos, conselhos ou o sentido da confiança e de algo Maior vivenciado e vivo, entre tantas outras possibilidades.

Sem me alongar demais para não perder a essência, vejam que inspiração, encanto e sabedoria a súplica que transcrevi abaixo. Dizem ser a Oração de Chico Xavier, aliás, assim como ele, traz muita, muita esperança, serenidade, alegria, e consequentemente, PAZ.

Espero que gostem e que alcancem a verdadeira Paz de Espírito, algo, a meu ver, indescritível e inesquecível…

Axééé a todos…

Que eu continue a acreditar no outro mesmo sabendo de alguns valores tão esquisitos que permeiam o mundo;

Que eu continue otimista, mesmo sabendo que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre;

Que eu continue com a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, uma lição difícil de ser aprendida;

Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos(as), mesmo sabendo que com as voltas do mundo, eles(as) vão indo embora de nossas vidas;

Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda;

Que eu mantenha meu equilíbrio, mesmo sabendo que os desafios são inúmeros ao longo do caminho;

Que eu exteriorize a vontade de amar, entendendo que amar não é sentimento de posse, é sentimento de doação;

Que eu sustente a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo, escurecem meus olhos;

Que eu retroalimente minha garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes quanto o sucesso e a alegria;

Que eu atenda sempre mais à minha intuição, que sinaliza o que de mais autêntico possuo;

Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça, mesmo em meio à turbulência dos interesses;

Que eu não perca o meu forte abraço, e o distribua sempre;

Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver, mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos;

Que eu manifeste o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia;

Que eu acalente a vontade de ser grande, mesmo sabendo que minha parcela de contribuição no mundo é pequena;

E, acima de tudo… Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte desta maravilhosa teia chamada vida, criada por alguém bem superior a todos nós!

E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!

Texto extraído do blog Minha Umbanda

domingo, 27 de abril de 2014

Crianças seres encantados


Salve Oni beijada! 

Ibeijada, Yori, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis, são esses vários nomes para essas entidades que se apresentam de maneira infantil.Quando chegam no terreiro transformam o ambiente em pura alegria.

YORI: um dos raros termos sagrados que se manteve sem nenhuma alteração. Esse termo, assim como Yorimá, era de pleno conhecimento da pura Raça Vermelha, só se apagando do mental do Ser humano após a catástrofe da Atlântida. Ele ressurgiu através do Movimento Umbandista, em sua mais alta pureza e expressão. Traduzindo este vocábulo através do alfabeto Adâmico, temos: A Potência Divina Manifestando-se; A Potência dos Puros.

BEIJADA: Nome dado no Brasil, às entidades que se apresentam sob a forma de crianças. São, conforme a crença geral, nos cultos afro-brasileiros e na Umbanda, as falanges dos Orixás gêmeos africanos IBEJIS

IBEJI : (ib: “nascer”; eji: “dois”) Orixás gêmeos africanos que correspondem, no sincretismo afro-brasileiro, aos santos católicos Cosme e Damião. Ibeji na nação Keto, ou Vunji nas nações Angola e Congo.

DOIS DOIS: Nome pela qual são designados os santos católicos Crispim e Crispiniano; os santos Cosme e Damião; o Orixá africano IBEJI e a falange das crianças na Umbanda.

ERÊ: Vem do yorubá iré que significa “brincadeira, divertimento”. Existe uma confusão latente entre o Orixá Ibeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade. Ibeji, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião. Erês, Crianças, Ibejada, Dois-Dois, são Guias ou Entidades de caráter infantil que incorporam na Umbanda.

No decorrer das consultas vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles. Por apresentarem aspecto infantil podem não ser levadas muito a sério, porém o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos. O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos. Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem. Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa. Embora as crianças brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para o seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos. Imaginem uma criança com menos de sete anos possuir a experiência e a vivência de um homem velho e ainda gozar a imunidade própria dos inocentes. A entidade conhecida na umbanda por erê é assim. Faz tipo de criança, pedindo como material de trabalho chupetas, bonecas, bolinhas de gude, doces, balas e as famosas águas de bolinhas -o refrigerante e trata a todos como tio e vô.


Marinheiros

Esta Linha de Trabalho é também chamada de “Povos da Água” e está relacionada a outras Mães das Águas: Oxum, Nanã, Yansã; Mas sua principal Regente é Yemanjá.

Os Marinheiros trabalham ainda sob influência das Forças Naturais que enfrentam no mar, tais como: as calmarias; os raios; os tufões; os ciclones; os bancos de areia; os recifes de corais; os sargaços; as correntes marinhas.

Para lidar com essas energias, os Marinheiros precisam do conhecimento e da licença dos Orixás Regentes.
Portanto, ser um Marinheiro de Umbanda requer “preparo”!...

Nos Terreiros, a chegada dos Marinheiros traz uma alegria contagiante. Abraçam a todos, brincam com um jeito maroto, gingando pra lá e pra cá, PARECENDO embriagados.

Mas NÃO estão embriagados, como se poderia pensar. É o seu magnetismo aquático que os faz ficar “balançando”.
Cada elemento tem o seu magnetismo. E os espíritos que se manifestam naquela Irradiação têm magnetismo idêntico.
O que faz o mar ondular é o magnetismo característico de Mãe Yemanjá, Regente Divina dessas águas e da Linha dos Marinheiros. Logo, os Marinheiros têm esse magnetismo “ondulante”.

Ao incorporar em seu médium, o Marinheiro “bambeia”, ele se movimenta como quem se equilibra no tombadilho de um navio ou de um barco em alto mar. Desta forma, ele libera energias em formas onduladas, é através dos seus “balanços” que lembram os movimentos de uma pessoa embriagada. (Se ficarmos algum tempo no mar, vamos entender melhor isso: ao voltar para terra firme, sentiremos estar “balançando”, “bambeando”, ainda sob o efeito do movimento ondulante do mar.)
Os “balanços” dos Marinheiros liberam ondas de forte magnetismo aquático que desagregam acúmulos negativos de origem externa e interna, equilibram nosso emocional e mental e nos dão condições de gerar coisas positivas em nossas vidas. Vale lembrar que as águas simbolizam as nossas emoções e estão ligadas à origem da vida.
Nas Giras de desenvolvimento o magnetismo dos Marinheiros é um potente equilibrador emocional do médium, colaborando de forma essencial no processo.
A Linha atua preferencialmente na diluição de cargas trevosas e em trabalhos voltados para a cura emocional do consulente, muitas vezes com a ajuda de seres Elementais da Água que são atraídos com tal propósito. O contato com esses seres realiza uma potente limpeza em nosso campo magnético, uma verdadeira “explosão” de energia equilibradora.


Foto da Firmeza de Iemanjá - C. E. Cantinho do Caboclo Tupinambá


Mãe Divina

A onipresença da Mãe Divina

Não há nada maior do que sentir que Ela está com você. Então, medite na presença da Mãe Divina, que cuidará de você em todos os sentidos, seja a sua dificuldade tristeza, dor ou doença.
Ore com inteligência, com a alma explodindo, raramente em voz alta, de preferência mentalmente, sem mostrar a ninguém o que se passa em seu íntimo. Ore inteligentemente, com máxima devoção, como se Deus estivesse escutando tudo que você afirma mentalmente, em seu interior. Continue orando pela noite adentro, na solidão de sua alma. Ore até que Ela lhe responda por meio da voz inteligível da suprema alegria que explode, formigando em cada célula do corpo e em cada pensamento, ou por meio de visões claras que descrevam o que você deve fazer. Aprenda a trabalhar pela Mãe Cósmica como você trabalharia para sua própria mãe.
Perceba que você está aqui para amá-La e promover a causa Dela como você mesmo se ajudaria. Todas as formas de amor humano, em sua perfeição, estão encerradas no amor de Deus.
Não clame à Mãe Divina como o bebê que pára de chorar tão logo a mãe lhe manda um brinquedo, mas chore sem cessar, rasgando o coração da Mãe Divina, tal qual um divino bebê teimoso que rejeita todas as atrações e brinquedos de nome, fama, poder e posses - e então você encontrará a resposta para suas orações.
Uma vez, eu estava em Palm Springs. Sob o céu do deserto, eu cantava hinos devocionais da Índia.
Então, nas pedras, nas palmeiras e em todos os lugares, eu A vi. É verdade que Deus não tem forma, mas pode assumir qualquer forma que o devoto queira, só para agradá-lo. Assim, quando eu estava cantando esta canção: “Mãe, minha alma clama por Ti. Não podes mais Te esconder de mim. Vem do silencioso céu, de minha gruta de silêncio” - Ela apareceu em toda parte.
Você não tem idéia de como é maravilhosa a Mãe Divina. Quão grande Ela é! Quão amorosa! Como Ela é importante para sua felicidade!


Paramhansa Yogananda

quarta-feira, 23 de abril de 2014

VAMOS SAIR DA IGNORÂNCIA EM NOME DOS ORIXÁS - por Alexandre Cumino

De tempos em tempos, aparece algum caso de crime relacionado com Magia Negativa, associado ao mal, chamado vulgarmente de Magia Negra.
De tempos em tempos, vemos associarem alguns destes crimes à Umbanda, ao Candomblé ou aos Cultos Afros em geral.
São crimes bárbaros, macabros mesmo, com mortes de crianças e estupros, motivados pelo que há de pior e mais baixo no ser humano.
Enquanto nós ficamos aqui dizendo que isto não tem nada a ver com Umbanda, Candomblé e Cultos Afros; os criminosos, presos, se identificam com estas nossas amadas religiões e ainda dizem fazer pactos com satã, demônio, quando não colocam os nomes sagrados de nossos guias e orixás no meio de seus crimes hediondos e passionais.
SABEMOS que nossa religião é linda, que não faz pactos, que não existe demônios em nossos cultos.
Há anos, venho batendo na mesma tecla: Umbanda é Religião e só pode fazer única e exclusivamente o bem!
Enquanto isso, pessoas que nem tem ideia do que seja religião continuam abusando de nossos fundamentos e valores de forma negativa e invertida.
O conceito sobre religião está totalmente banalizado e distorcido, qualquer um cria uma nova religião e faz o que quer com ela, esta é a verdade.
Sempre lembro a primeira definição de Umbanda dada por seu fundador, o primeiro umbandista, Zélio de Moraes e sua entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas: Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade!
Enquanto isso, no próprio seio da Umbanda, convivemos com praticantes que não tem a menor idéia de quem foi, ou o fez, o primeiro umbandista.
Pessoas que "dirigem" terreiros, que se denominam sacerdotes (pai de santo, mãe de santo, padrinho, madrinha…) e proíbem seus médiuns de estudar.
O medo e a ignorância são portas abertas para as trevas interiores e exteriores.
É aqui que o EGO, a vaidade e os vícios mais baixos do ser humano se instalam.
E todos os dias vemos anúncios de pessoas oferecendo "serviços" de magias negativas em nome de nossos sagrados valores,
de nossa religião, de nossos guias e orixás. Deitam e rolam com os nomes de exu e pombagira, usam e abusam.
As pessoas continuam procurando um atalho, um caminho mais fácil, para externar seu negativismo acumulado, não querem dor, não querem crescer, não querem assumir seus atos, não querem ser conscientes, querem apenas satisfazer os sentidos viciados
no mundo das ilusões, das paixões que arrastam para atitudes emocionais animalizadas e instintivas.
Ainda se vê na figura do médium um poder de manipular vidas!
Um poder de manipular o destino, um poder que pode ser comprado, negociado.

NÃO EXISTE OUTRA SAÍDA PARA A RELIGIÃO, É PRECISO MUDAR O SENSO COMUM, É PRECISO ALCANÇAR O INCONSCIENTE COLETIVO!
E A UNICA FORMA É COM EXEMPLO E NÃO APENAS COM PALAVRAS.

Um consulente pode apenas frequentar um terreiro, sem ter a mínima ideia do que seja a Umbanda.
Um consulente, um simples frequentador, pode se denominar católico, ateu, à toa e o que quiser…
Este consulente pode, sim, ele pode ser totalmente ignorante…

UM MÉDIUM NÃO PODE SER IGNORANTE!!!
UM MÉDIUM E PRATICANTE DE UMBANDA É FORMADOR DE OPINIÃO, SEMPRE!!!
O MÉDIUM É O TEMPLO DA RELIGIÃO!!! NÃO PODE SER O TEMPLO DA IGNORÂNCIA!!!

Umbanda não é e não pode ser para pessoas ignorantes.
E aqui fica bem claro o sentido e significado da palavra ignorante: aquele que ignora algo.
Não se pode praticar Umbanda de forma ignorante, sem saber o que está sendo praticado.
Quando não estamos bem, e todos passamos por momentos e períodos de negatividade, é o conhecimento, a razão, que nos mantém dentro de limites e parâmetros seguros. O médium ignorante torna-se uma porta aberta para as trevas.
E vamos continuar vendo casos e mais casos em que a ignorância rouba, assalta, o nome da umbanda e de nossas entidades.

COMO VAMOS MUDAR ISSO???
Ignorância se vence com conhecimento e estudo…

As Sete Encruzilhadas - por Vander Augusto Pereira

Exu Trabalhador de minha coroa, obrigado pelo seu ensinamento !

- AGRADECIMENTOS DE EDUARDO

Sou Senhor Exu das Sete Encruzilhadas. Senhor porque quero respeito, mas não por minhas posses, porque eu mesmo não tenho nada. Nem mesmo minha falange me pertence, se aquele acima de mim a quer terei que entregar, com brigas e protestos, mas entrego.

Fui homem há muito tempo, tempo que hoje ninguém lembra mais. Caí! Mas caí por meus erros. Não culpo ninguém, fiz minhas próprias escolhas e ninguém tem nada haver com isso. Erro meu e ponto!

Trabalho nas encruzilhadas, onde todos os caminhos se cruzam... Uns vem e vão, outros se unem o se separam, mas todo caminho se cruza com algum outro em algum tempo...

As pessoas que passam por sua vida são caminhos que apenas se cruzam, travam uma encruzilhada em formato de Cruz realmente, se cruzaram num ponto e seguiram...

Os caminhos que se acompanham cruzam por um Y, onde cada qual segui seu caminho, se juntaram e começaram a caminhar juntos. Esses são complicados, pois muitas vezes o espaço é pouco, a rua estreita...

Caminhos também se separam numa encruzilhada em Y, as pernas que um dia andaram juntas, seguem rumos separados após uma encruzilhada em Y...

Temos encruzilhadas em X, quase em Cruz, mas com uma diferença, são caminhos que vêm de longe, se aproximando até se encontrarem, mas distanciam da mesma forma, se cruzam em algum ponto, onde deveriam se cruzar e nada mais...

Na encruzilhada em T, você tem escolhas a fazer. Seguir seu caminho para qual lado? Direita ou esquerda? Dar meia-volta, pois em frente tem um muro e voltar em seu caminho, refazer seus passos para traz e tentar de novo ou arriscar o desconhecido para algum dos dois lados...

Em todos esses encontros estarei lá, com as chaves da encruzilhada em minhas mãos...

Não sou senhor dos caminhos, mas trabalho nos caminhos que se cruzam, onde se cruzam... Se hoje você está lendo isto é porque minhas poucas palavras deveriam se cruzar com você em uma das Sete Encruzilhadas em que trabalho...

Tenho por fim as duas ultimas encruzilhadas onde trabalho, das quais talvez tu não irá gostar. É onde abro o caminho por quem ou pelo que foi junto aos seus, trabalho na encruzilhada da vida com a morte, do bem com o mal, duas encruzilhadas que revelam a verdade e o caminho ao qual trilhar...

Quando a vida se cruza com a morte e algumas respostas aparecem, o bem e o mal de seu coração, de suas atitudes, se cruzarão pela ultima vez nesta passagem, Eu, Exu das Sete Encruzilhadas estarei lá para lhe receber na encruzilhada que mostrará quem você foi cruzando para o lado de quem você será. Trabalhe pelos seus, busque o caminho correto através das encruzilhadas da vida...

Saravá a todos!!!




Dia de OGUM, no Centro E. Cantinho do Caboclo Tupinambá




Nossa firmeza do Divino Pai Ogum, no dia 23 de abril...
Salve o Orixá Chefe da casa, Ogum Sete Ondas, falangeiro do supremo Orixá Ogum intercruzado com Oxalá e Iemanjá... 


Salve a Ordem, a Fé e a Geração ... Salve nosso Pai Ogum !

Salve os Ogum Matinada, Ogum Iara, Ogum Rompe Mato, Ogum da Cachoeira, Ogum de Lei, Ogum Megê, Ogum Naruê, Ogum Beira Mar, Ogum Sete Ondas, Ogum da Lua, Ogum Marinho, Ogum Xoroquê e todas os intercruzamentos da linhagem Ogum !




Salve Ogum, guerreiro de Oxalá.
Orixá que abençoa seus filhos e os filhos de seus filhos.
Pai destemido, Senhor da espada de fogo que corta todas as demandas e conduza os que ama aos caminhos da prosperidade.
Que em meus caminhos, possa eu, filho seu merecer as vossas Bênçãos: a espada que me encoraja, o escudo que me defende e a bandeira que me protege.
Meu Pai Ogum
Não me deixe cair
Não deixe tombar.

- Ogum Yê

Dia 23 de Abril dia de São Jorge - Ogum

Todos somos um pouco Ogum
Que lutamos bravamente para
Vencermos as batalhas do dia a dia.
Sarava meu Pai Ogum.


O guerreiro da luz deve ser impecável, coerente e discreto, modesto e assertivo, eficiente e austero. Em sua austeridade encontra a calma, em sua humildade alcança o objetivo. Na ausência do ego encontra a energia que necessita para melhorar em seu caminho para a luz. Deixa fluir a energia sem retê-la, obra por amor, encontrando na entrega o caminho da felicidade do outro. É nesse camino onde alcança a harmonia, pois na constância, a renuncia a curto prazo e ao ego, assim como na infinita paciência, encontra seus melhores aliados.
O guerreiro da luz sempre dará o melhor de si mesmo e com o tempo aperfeiçoará desde o impulso criador a essência de suas criações otimizando a energia, sem reter para si mais que o minimo imprescindível para sua missão constante. Ao carecer de tentações materiais, aprende a nutrir-se de sua conexão com o universo, sem que isso lhe cause angústia senão calma e paz.
O guerreiro da luz permanece em alerta contínuo, sem que o ato de manter a guarda implique ansiedade alguma, senão o domínio das paixões e a soberania de seus silêncios, pois estes são valiosos.
Em sua aprendizagem contínua, não é mais sábio quanto menos erra , mas em como retifica seu erro. Não é um verdugo implacável senão um ser infinitamente misericordioso. Não pode odiar, pois aprendeu a fogo lento a técnica de transformar a dor em amor, a ira em perdão e o orgulho em humildade. Esse é seu poder, a alquimia das emoções, a reconciliação com o universo e a capacidade de viajar no tempo para interatuar com o passado e o futuro no presente.
O guerreiro da luz, sabe escutar e conhece as respostas às perguntas antes que estas se formulem, porém nunca utiliza sua sabedoria em benefício próprio senão em atitude de serviço ao outro. Não impõe seu amor pois todo ele é amor, flui igual que o éter e carece de uma imagem de si mesmo, pois se confunde com a energia da criação.
Há entendido que o processo de transcendência é a envolvente de cada pequeno fractal de sua cotidianidade, e assim pode deter o tempo em cada pensamento, em cada olhar, em cada sorriso… Não guarda segredos inconfessáveis pois faz simples ao complexo e nada espera, pois desfruta cada instante como se fosse um Universo. Em cada fractal, avança e retrocede mudando o resíduo de suas emoções e projetando o holograma do plano mais eficiente possível. Vive em coerência e deve ser impecável em seu caminho para a luz.
Assume sua imperfeição e nessa alquimia purifica suas imagens e jamais julga, senão que cria e projeta com a sabedoria de um ancião e a ingenuidade de uma criança.
Texto extraído
Dos guerreiros da Luz
Arauto do futuro

terça-feira, 22 de abril de 2014

Origem da Umbanda - Parte II

O mês de novembro é festivo para a Umbanda, em especial o dia 15. Foi neste dia, há 105 anos, que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, primeiro Guia de Umbanda se manifestou através de seu fundador, Zélio Fernandino de Moraes. Abaixo, publicamos a última parte de uma série histórica que trata deste momento e seus desdobramentos.

***

O Caboclo das Sete Encruzilhadas, então, estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20h às 22h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento religioso que se iniciava: UMBANDA – Manifestação do Espírito para a caridade.
A casa de trabalhos espirituais que ora se fundava recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto. Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou à parte prática dos trabalhos, curando enfermos. Antes do término da sessão, manifestou-se um Preto Velho, Pai Antônio, que vinha completar as curas. No dia seguinte, verdadeira romaria formou-se na Rua Floriano Peixoto. Enfermos, cegos, entre outros vinham em busca de cura e ali a encontravam, em nome de Jesus.
Médiuns, cuja manifestação mediúnica fora considerada loucura, deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais. A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou a trabalhar incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Além de Pai Antônio, tinha como auxiliar o Caboclo Orixá Malé, entidade com grande experiência no desmanche de trabalhos de baixa magia. Em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do Astral Superior para fundar sete tendas para a propagação da Umbanda.
As agremiações ganharam os seguintes nomes: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia; Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição; Tenda Espírita Santa Bárbara; Tenda Espírita São Pedro; Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge; e Tenda Espírita São Jerônimo.

Embora não seguindo a carreira militar para a qual se preparava, pois sua missão mediúnica não o permitiu, Zélio Fernandino de Moraes nunca fez da religião sua profissão. Trabalhava para o sustento de sua família e diversas vezes contribuiu financeiramente para manter os Templos que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou.
A respeito do uso do termo espírita e de nomes de santos católicos nas Tendas fundadas, o mesmo teve como causa o fato de naquela época não se poder registrar o nome Umbanda, e quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da Umbanda. O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples, com cânticos baixos e harmoniosos, vestimenta branca, proibição de sacrifícios de animais. Dispensou os atabaques e as palmas. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não seriam aceitos. As guias usadas são apenas as que determinam a entidade que se manifesta. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituiriam os principais elementos de preparação do médium.
Após 55 anos de atividades à frente da Tenda Nossa Senhora da Piedade (1º templo de Umbanda), Zélio entregou a direção dos trabalhos as suas filhas Zélia e Zilméa, continuando, ao lado de sua esposa Isabel, médium do Caboclo Roxo, a trabalhar na Cabana de Pai Antônio, em Boca do Mato, distrito de Cachoeiras de Macacu (RJ), dedicando a maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e de todos os que o procuravam.
Em 1971, a senhora Lilia Ribeiro, diretora da Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade – TULEF, no Rio de Janeiro, gravou uma mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas e que bem espelha a humildade e o alto grau de evolução desta entidade de muita luz. Ei-la:
A Umbanda tem progredido e vai progredir. É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do Templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa. Umbanda é humildade, amor e caridade – esta a nossa bandeira.

Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxóssi, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxóssi, meu pai, e não vim por acaso: trouxe uma ordem, uma missão. Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda. Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que saíram desta Casa. Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade.
Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou a Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos. Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste Templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria. Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Zélio Fernandino de Moraes dedicou 66 anos de sua vida à Umbanda, tendo retornado ao plano espiritual em 03 de outubro de 1975, com a certeza de missão cumprida. Seu trabalho e as diretrizes traçadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas continuam em ação através de suas filhas Zélia e Zilméa de Moraes, que têm em seus corações um grande amor pela Umbanda, árvore frondosa que está sempre a dar frutos a quem souber e merecer colhê-los.

Origem da Umbanda - Parte I

O mês de novembro é festivo para a Umbanda, em especial o dia 15. Foi neste dia, há 105 anos, que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, primeiro Guia de Umbanda se manifestou através de seu fundador, Zélio Fernandino de Moraes. Abaixo, publicamos uma série histórica que trata deste momento e seus desdobramentos.
(Na foto, Zélio de Moraes ao centro da mesa, em meados do séc
ulo passado)

Zélio Fernandino de Moraes: fundador e mestre
Em novembro de 1908, uma família tradicional de Neves, Niterói (RJ) foi surpreendida por uma ocorrência que tomou aspectos sobrenaturais: o jovem Zélio Fernandino de Moraes, com uma estranha paralisia que os médicos não conseguiam curar, certo dia ergueu-se do leito e declarou: “Amanhã estarei curado!”. No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar como se nada tivesse acontecido. Tinha então 17 anos de idade e preparava-se para ingressar na carreira militar na Marinha. A medicina tradicional não soube explicar o que acontecera. Intrigado, um amigo da família sugeriu uma visita à Federação Espírita de Niterói.
No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa. Tomado por uma força estranha e superior à sua vontade, o jovem levantou-se, dizendo: “Aqui está faltando uma flor!”. Em seguida, saiu da sala indo ao jardim, voltando logo após com uma flor, que depositou no centro da mesa.
Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos, escravos e índios. Foram convidados a se retirarem, advertidos de seu “estado de atraso espiritual”. Novamente uma força estranha dominou o jovem Zélio e ele falou, sem saber o que dizia. Ouvia apenas a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dos trabalhos a não aceitarem a comunicação daqueles espíritos e do por quê em serem considerados atrasados apenas por encarnações passadas que revelavam.
Seguiu-se um diálogo acalorado e os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura. Um médium vidente perguntou: “Por que o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome irmão?
E o espírito desconhecido falou: “Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho [de Zélio, o médium], para dar início a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim não haverá caminhos fechados.
O vidente retrucou: “Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto?”, perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse: “Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei”.
No dia seguinte, na casa da família Moraes, na Rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar à hora marcada, 20h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos. Às 20h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, assim como os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social. A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.